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Evo Morales sofre tentativa de assassinato após ataque a tiros em seu veículo; veja vídeo

Ex-presidente da Bolívia descreve o incidente em vídeo e denuncia perseguição política; apoiadores realizam protestos contra acusações que o envolvem em um suposto abuso de menor

27/10/2024 às 11h12 Atualizada em 28/10/2024 às 10h19
Por: Wagner Albuquerque
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Evo Morales - Foto: Reprodução
Evo Morales - Foto: Reprodução

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, divulgou um vídeo em seu perfil no Facebook, alegando ter sido alvo de uma tentativa de assassinato a tiros na manhã deste domingo, 27. O carro do ex-presidente, que lidera a oposição ao atual chefe do Executivo do país, Luis Arce, foi atingido em meio a crescentes tensões políticas. As imagens mostram Morales ao lado do motorista enquanto fala ao telefone. “Estão atirando em nós, estão nos detendo, rapidamente, mobilizem-se”, diz ele no vídeo.

Nas imagens, é possível ver marcas de tiros no veículo, e o motorista aparece ferido, com sangue na cabeça e no peito.

Morales descreveu o incidente em sua publicação: “Esta foi a tentativa de assassinato ocorrida às 6h20, no município de Shinahota. Como todos os domingos, íamos para Lauca Ñ, para realizar o nosso programa dominical, quando dois veículos cruzaram nosso caminho, aparentemente Tundras (picapes), dos quais saíram 4 policiais encapuzados e vestidos de preto com armas nas mãos, que saíram e começaram a atirar.”

De acordo com a imprensa local, foram disparados 14 tiros contra o veículo de Morales. A prisão do ex-presidente teria sido autorizada pelas autoridades bolivianas após ele não cumprir uma intimação do Ministério Público do departamento de Tarija para depor em um processo que o investiga por suposto abuso de uma menor de idade.

Apoiadores de Morales protestam contra a intimação e consideram a acusação como mentirosa. “O povo são e honesto não se vende, nem se rende. A luta [bloqueios e protestos] vai continuar, o povo não se rende”, declarou Morales à rádio boliviana Kawsachun Coca. Em resposta à situação, o governo mobilizou mais de 1.700 efetivos policiais e 113 veículos para desbloquear as vias.

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