
O governo de Javier Milei anunciou que leiloará mais de 400 imóveis públicos para reduzir gastos e melhorar a gestão de bens estatais. A Agência de Administração de Bens do Estado (AABE), vinculada ao gabinete presidencial, espera arrecadar cerca de US$ 800 mil (aproximadamente R$ 4,5 bilhões) com as vendas, que serão direcionadas às finanças nacionais.
O objetivo da medida é administrar eficientemente esses bens, transformando imóveis em recursos de valor para a população argentina. As primeiras licitações ocorrerão ainda este ano, com novos leilões gradualmente nos próximos meses. Muitos dos imóveis estavam em desuso ou exigiam altos custos de manutenção.
Os imóveis à venda, incluindo terrenos e edifícios, estão espalhados por várias Províncias e em Buenos Aires. Entre eles, estão a sede do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) e da Innovaciones Tecnológicas Agropecuarias, onde apenas parte da área é utilizada. A AABE também planeja realocar o INTA para um espaço mais adequado e econômico.
Outro imóvel em processo de venda é o antigo prédio do Ministério de Mulheres, Gênero e Diversidade, avaliado em US$ 12,5 milhões. Esse ministério foi fechado logo após Milei assumir a presidência, com o governo atual o classificando como instrumento político da gestão anterior.
Além dos imóveis públicos, serão leiloados também propriedades confiscadas de casos de corrupção e narcotráfico, totalizando uma área de 18 mil metros quadrados. Essas vendas, segundo o porta-voz presidencial Manuel Adorni, buscam recuperar bens para os “argentinos de bem”.
O governo também anunciou o fim dos cargos hereditários no setor público, parte do plano de desestatização da administração nacional. Segundo o ministro de Desregulação, Federico Sturzenegger, a eliminação dessa prática destaca o compromisso com a competência, sem privilégios hereditários, para as vagas no setor público.
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