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Argentina anuncia leilão de 400 imóveis públicos e fim de cargos hereditários no setor público

Em plano de austeridade, governo Milei busca arrecadar R$ 4,5 bilhões com venda de mais de 400 propriedades e elimina privilégios de cargos por herança para promover eficiência na administração pública

27/10/2024 às 09h06
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O governo de Javier Milei anunciou que leiloará mais de 400 imóveis públicos para reduzir gastos e melhorar a gestão de bens estatais. A Agência de Administração de Bens do Estado (AABE), vinculada ao gabinete presidencial, espera arrecadar cerca de US$ 800 mil (aproximadamente R$ 4,5 bilhões) com as vendas, que serão direcionadas às finanças nacionais.

O objetivo da medida é administrar eficientemente esses bens, transformando imóveis em recursos de valor para a população argentina. As primeiras licitações ocorrerão ainda este ano, com novos leilões gradualmente nos próximos meses. Muitos dos imóveis estavam em desuso ou exigiam altos custos de manutenção.

Os imóveis à venda, incluindo terrenos e edifícios, estão espalhados por várias Províncias e em Buenos Aires. Entre eles, estão a sede do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) e da Innovaciones Tecnológicas Agropecuarias, onde apenas parte da área é utilizada. A AABE também planeja realocar o INTA para um espaço mais adequado e econômico.

Outro imóvel em processo de venda é o antigo prédio do Ministério de Mulheres, Gênero e Diversidade, avaliado em US$ 12,5 milhões. Esse ministério foi fechado logo após Milei assumir a presidência, com o governo atual o classificando como instrumento político da gestão anterior.

Além dos imóveis públicos, serão leiloados também propriedades confiscadas de casos de corrupção e narcotráfico, totalizando uma área de 18 mil metros quadrados. Essas vendas, segundo o porta-voz presidencial Manuel Adorni, buscam recuperar bens para os “argentinos de bem”.

O governo também anunciou o fim dos cargos hereditários no setor público, parte do plano de desestatização da administração nacional. Segundo o ministro de Desregulação, Federico Sturzenegger, a eliminação dessa prática destaca o compromisso com a competência, sem privilégios hereditários, para as vagas no setor público.

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