O mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira (20) em forte alta, com o Ibovespa, principal índice da B3, fechando aos 208.296 pontos, avanço de 1,57%. O desempenho aproximou a Bolsa do recorde histórico de 209.066 pontos, registrado em 9 de outubro, em um pregão marcado pela repercussão de pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial.
Um dos fatores associados à valorização foi a divulgação de levantamento do Real Time Big Data, que apontou o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos, contra 48% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Segundo a reportagem do Metrópoles, os candidatos estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro.
O resultado eleitoral repercutiu entre investidores, atentos às expectativas sobre o futuro político e econômico do País. Pesquisas podem influenciar as projeções do mercado, mas não determinam sozinhas o comportamento da Bolsa, que também responde a fatores externos, juros, resultados empresariais e perspectivas fiscais.
Durante o pregão, o Ibovespa chegou a atingir 208.942 pontos. O movimento reforça a proximidade do índice com sua máxima histórica, em um período de elevada atenção à corrida presidencial.
Já o dólar comercial recuou 0,58%, encerrando o dia cotado a R$ 5,0188. A queda da moeda americana acompanhou o cenário positivo dos ativos brasileiros, embora a variação cambial também dependa de fatores internacionais e das expectativas econômicas.
O desempenho da Bolsa ocorre a poucos dias do segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. Com a disputa acirrada, investidores acompanham pesquisas e declarações dos candidatos em busca de sinais sobre os rumos da política econômica.
A alta da Bolsa coincide com a pesquisa favorável a Flávio Bolsonaro, mas a coincidência não comprova, por si só, que o levantamento tenha sido a causa exclusiva da valorização. O mercado segue sujeito a oscilações até a definição do resultado eleitoral.
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