
No final dos anos 70 e início dos 80, Lula da Silva se erguia como uma figura icônica. Na porta das montadoras de São Bernardo, ele liderava os operários com discursos inflamados sobre moralidade, honestidade e a defesa do patrimônio público. Mesmo tropeçando no português, conquistava os corações de milhares, que o ouviam com a mesma devoção dedicada a líderes religiosos. Mas esse Lula se perdeu no tempo.
Hoje, em seu terceiro mandato como presidente da República, o outrora líder sindical tornou-se refém das gafes e da falta de conexão com a realidade. Cada vez que recebe um microfone, Lula dispara frases desconexas, contraditórias e, frequentemente, incompreensíveis. Se nos anos de sindicalista ele tropeçava apenas nas palavras, hoje ele tropeça na matemática, nos fatos e até em suas próprias acusações.
Como pode o mesmo homem que por décadas clamou pela erradicação da fome agora, após quase 20 anos de PT no poder, admitir o fracasso em resolver a insegurança alimentar no Brasil? Em um de seus pronunciamentos recentes, Lula afirmou: "A única explicação para a existência da fome é a irresponsabilidade de quem governa os países", esquecendo-se de que ele próprio governa o Brasil — e já o fez por dois mandatos inteiros.
Se outrora Lula criticava os poderosos pelo desgoverno, agora é ele quem desperdiça recursos públicos, gasta sem controle e deixa o país em meio à confusão política e econômica. Os aplausos que antes ecoavam como genuíno apoio se tornaram o som vazio de uma claque forçada, incapaz de questionar os devaneios de um líder que parece ter perdido o rumo.
Se Lula já não consegue completar um raciocínio lógico sem contradizer suas próprias palavras, a pergunta que fica é: o que aconteceu com aquele líder que mobilizava as massas? Terá ele perdido a razão? Ou, pior, terá ele se tornado refém de seu próprio discurso, agora vazio e desconexo?
Lula, que hoje acusa sem perceber que a culpa o atinge diretamente, talvez devesse reconsiderar sua posição. Afinal, se ele próprio admite a responsabilidade pelo fracasso em governar, não seria hora de se retirar do palco político?
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