
O governo Luiz Inácio Lula da Silva entrou em uma zona de maior pressão política. Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (15) mostra que 49,7% dos brasileiros desaprovam a gestão do presidente, enquanto 45,9% aprovam. Outros 4,4% não souberam ou não responderam.
É uma inversão em relação ao levantamento anterior, divulgado em agosto. Na ocasião, Lula tinha 47% de aprovação e 48% de reprovação.
A diferença agora é de 3,8 pontos percentuais entre os que desaprovam e os que aprovam o governo.
O cenário também aparece na avaliação direta da administração federal. Para 39,4% dos entrevistados, o governo é negativo. Desse total, 30,9% classificam a gestão como péssima e 8,5% como ruim.
Na outra ponta, 33,8% fazem uma avaliação positiva: 20,6% consideram o governo bom e 13,2%, ótimo.
O grupo que classifica a administração como regular representa 25,4%. Outros 1,3% não souberam ou não responderam.
Os números mostram um eleitorado dividido, mas com uma mudança importante em relação ao levantamento anterior: a reprovação deixou de ficar numericamente atrás da aprovação e passou a liderar.
A diferença ainda está dentro de uma faixa que exige cautela na interpretação, considerando a margem de erro da pesquisa. Mas o movimento merece atenção porque ocorre em um momento em que o governo precisa preservar sua base de apoio e ampliar sua capacidade de diálogo com o eleitorado.
Mais do que um número isolado, a pesquisa revela uma fotografia de um governo que enfrenta dificuldades para transformar aprovação política em percepção positiva de sua administração.
A CNT/MDA entrevistou presencialmente 2.002 eleitores em todo o País, entre os dias 9 e 13 de setembro.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado pela Confederação Nacional do Transporte e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06902/2026.
A pesquisa não determina o resultado de uma eleição e tampouco significa, isoladamente, que Lula esteja derrotado politicamente.
Mas apresenta um sinal que nenhum governo pode ignorar: quando a reprovação ultrapassa a aprovação, a disputa pela percepção do eleitor se torna ainda mais importante.
E há uma diferença fundamental entre sobreviver politicamente e convencer o eleitor de que o governo está indo bem.
No momento, segundo a CNT/MDA, Lula tem mais brasileiros dizendo “não” ao governo do que dizendo “sim”.
A próxima batalha será transformar esse retrato das pesquisas em votos — e, para isso, cada ponto percentual passa a valer muito.
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