
Se há uma característica que vem marcando as agendas de campanha de Joel Rodrigues, candidato do Progressistas ao Governo do Piauí, é a proximidade com o eleitor. Seja em uma carreata, em uma motociata ou simplesmente caminhando pelas ruas, Joel tem encontrado um público que não apenas acompanha sua passagem, mas faz questão de se aproximar, cumprimentá-lo, abraçá-lo, pedir uma selfie e, muitas vezes, declarar apoio e voto.
Nesta segunda-feira (14), a cena se repetiu no Mercado do Dirceu, na zona Sudeste de Teresina. Ao lado do senador Ciro Nogueira, candidato à reeleição, Joel percorreu o centro comercial, conversou com comerciantes, ouviu moradores e transformou a caminhada em mais um episódio de contato direto com o eleitorado.
Esse corpo a corpo, esse mano a mano, parece ser uma das apostas centrais da campanha.
O piauiense, tradicionalmente, valoriza essa proximidade. Quer olhar o candidato nos olhos, apertar sua mão, falar diretamente, reclamar, pedir e também demonstrar confiança. É uma política menos mediada por números e mais marcada pelo contato humano.
Joel sabe disso. E não perde tempo.
Em vez de permanecer distante em palanques ou eventos fechados, o candidato procura se misturar ao povão. Vai ao mercado, entra no comércio, conversa na rua e transforma cada parada em uma oportunidade para ouvir e ser ouvido.
No Dirceu, o tema predominante foi segurança pública.
Joel voltou a criticar a gestão do governador Rafael Fonteles e classificou o adversário como o “governador das estatísticas”, numa tentativa de estabelecer uma diferença entre os números oficiais apresentados pelo governo e aquilo que, segundo ele, o cidadão experimenta diariamente.
“Se está tudo bem na segurança pública, por que as grades continuam? Se está tudo bem, por que o turista está se afastando do litoral? Porque não tem segurança, porque não tem água na torneira!”, disparou.
A crítica faz parte de uma estratégia que o candidato vem repetindo durante a campanha: contrapor estatística e realidade.
No programa eleitoral desta segunda-feira, Joel apresentou imagens e relatos relacionados ao avanço das facções, arrombamentos contra estabelecimentos comerciais, violência na periferia e déficit de efetivo nas forças de segurança. Também criticou a remuneração dos policiais piauienses.
Mas a campanha não ficou apenas na crítica.
Joel apresentou como uma de suas principais propostas para a área a contratação de 5 mil novos profissionais para as forças de segurança, além do fortalecimento da inteligência, melhoria da estrutura da Polícia Civil e ampliação da presença policial nas fronteiras, periferias e demais regiões do Estado.
“A gente precisa contratar 5 mil novos policiais para o efetivo das forças de segurança desse estado e melhorar o salário. Precisamos da polícia presente, o monitoramento não só em algumas avenidas de Teresina, mas nas fronteiras e nas periferias”, afirmou.
Durante a caminhada, comerciantes e moradores relataram a Joel situações de medo e indignação provocadas pela criminalidade. É justamente nesse tipo de contato que o candidato tenta construir uma narrativa eleitoral diferente daquela baseada exclusivamente em pesquisas, números e discursos oficiais.
A lógica é simples: se a estatística diz uma coisa, mas o cidadão conta outra, a campanha precisa descobrir onde está a diferença.
E é nas ruas que Joel procura encontrar essa resposta.
Ao lado de Ciro e da militância, o candidato voltou a associar sua candidatura à disposição para enfrentar as facções criminosas.
“Os nossos policiais combatem os criminosos com atitude e coragem, assim como eu tenho de enfrentar esse sistema cruel que massacra o povo do Piauí. É por isso que eu me apresento como candidato a governador: inspirado por eles, terei a mesma coragem e a mesma atitude de enfrentar o crime organizado e as facções nesse estado”, declarou.
Mais do que uma caminhada, o movimento no Dirceu reforçou uma característica que vem se tornando recorrente na campanha de Joel: o candidato quer disputar a eleição também na rua, no aperto de mão, no abraço, na selfie e na conversa olho no olho.
Carreatas podem medir mobilização. Motociatas podem produzir imagens fortes. Comícios podem reunir multidões.
Mas uma caminhada tem outra particularidade: permite ao candidato ouvir diretamente quem vive os problemas que estão no centro da eleição.
E Joel parece ter entendido que, em uma campanha cada vez mais dominada pelas redes sociais e pelas estatísticas, o velho método continua funcionando.
Chegar perto. Ouvir. Olhar no olho. Apertar a mão. Abraçar.
No fim das contas, é possível que seja justamente nesse contato direto que uma campanha encontre aquilo que nenhuma planilha consegue medir: o sentimento real das ruas.




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