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“PGR” venezuelano diz: Lula e Boric são “agentes da CIA”

Procurador-geral da Venezuela afirma que Lula foi “cooptado” durante a prisão, mas não apresenta evidências para sustentar as alegações

15/10/2024 às 09h00
Por: Wagner Albuquerque
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Na imagem, Tarek William Saab, Luiz Inácio Lula da Silva e Gabriel Boric em sequência - Foto: AFP
Na imagem, Tarek William Saab, Luiz Inácio Lula da Silva e Gabriel Boric em sequência - Foto: AFP

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, fez sérias acusações contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Chile, Gabriel Boric, afirmando que ambos seriam “agentes da CIA”, o serviço de inteligência dos Estados Unidos. As declarações foram feitas em uma entrevista, conforme reportado pelo portal g1.

Saab sustentou que Lula foi “cooptado” durante seu tempo na prisão. “Quem é o porta-voz que eles colocam dizendo as coisas mais bárbaras contra nosso país através dessa chamada ‘esquerda’? O senhor Boric, que agora está acompanhado por Lula. Para mim, Lula foi cooptado na prisão. Essa é a minha teoria”, declarou Saab, criticando a postura dos dois líderes em relação à Venezuela.

O procurador venezuelano afirmou que a atual postura de Lula é uma mudança significativa em relação ao que o presidente expressava antes de sua prisão. “Lula não é o mesmo que saiu da prisão, por tudo que acusou agora, não é o mesmo em nada: nem em seu físico, nem em como ele se expressa”, acrescentou Saab. No entanto, é importante ressaltar que não há evidências que sustentem essas alegações sobre a ligação de Lula com a CIA.

As acusações surgem em meio a um contexto político tenso, especialmente relacionado às eleições na Venezuela, que ocorreram em 28 de julho. Embora a vitória de Nicolás Maduro tenha sido reconhecida pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Lula e outros líderes exigiram a publicação das atas eleitorais para validar a eleição.

Saab ainda argumentou que a eleição de Lula no Brasil só foi possível devido à validação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), traçando um paralelo com a situação na Venezuela. Contudo, essa comparação não é justa, uma vez que o TSE é considerado um órgão independente, e a eleição de Lula contou com a supervisão de observadores internacionais. Em contraste, a eleição de Maduro foi marcada por controvérsias, com questões de transparência e imparcialidade envolvendo o CNE, que é visto como alinhado ao governo.

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