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Brasil CONTRATOS PÚBLICOS

Amigo de Lulinha acumula R$ 63 milhões em contratos no governo Lula

Empresário Marcelo Checon tinha apenas um contrato de R$ 197 mil antes da posse do presidente e, em três anos, fechou 13 contratos com órgãos federais

28/08/2026 às 08h39
Por: Douglas Ferreira
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Empresário Marcelo Checon faturava R$ 197 milhões e com o governo Lula passou para R$ 63 milhões - Foto: Reprodução
Empresário Marcelo Checon faturava R$ 197 milhões e com o governo Lula passou para R$ 63 milhões - Foto: Reprodução

O empresário Marcelo Checon, apontado como amigo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, acumulou cerca de R$ 63,4 milhões em contratos com o governo federal nos últimos três anos.

Os números chamam atenção pela evolução dos negócios da empresa MChecon Design e Cenografia, especializada na realização de eventos e serviços de cenografia.

Antes da posse do presidente Lula, em janeiro de 2023, Checon possuía apenas um contrato com o governo federal, no valor de R$ 197 mil.

Depois do início do atual governo, o cenário mudou.

Segundo informações divulgadas pela revista Veja e confirmadas pelo SBT News, a empresa fechou 13 contratos que somam aproximadamente R$ 63,4 milhões.

Os serviços foram contratados por diferentes áreas do governo, incluindo o Palácio do Planalto e os ministérios da Fazenda, Educação, Cultura, Trabalho e Emprego, Desenvolvimento e Assistência Social, Turismo e Desenvolvimento Agrário.

O empresário atua no setor de eventos e cenografia e sua empresa já realizou trabalhos para grandes produções, como Rock in Rio, Lollapalooza e carnavais do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O nome de Marcelo Checon ganha ainda mais relevância porque sua relação com Lulinha aparece no contexto das investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre a atuação do filho do presidente.

Segundo o inquérito, a investigação apura suspeitas de atuação conjunta de Lulinha com a advogada e lobista Roberta Luchsinger e o empresário Fernando Bittar em interesses privados que buscavam acesso a integrantes e estruturas do governo federal.

Ainda de acordo com a apuração, o grupo teria contado com a participação de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete da Presidência da República, para facilitar reuniões e o acesso de pessoas ligadas a empresários ao Palácio do Planalto.

A investigação também aponta que Roberta Luchsinger teria pago despesas pessoais de Marcola em 2024. Os valores, segundo o inquérito, ultrapassariam R$ 217 mil e incluiriam gastos pessoais e a aquisição de joias.

Até o momento da publicação da reportagem, Marcelo Checon não havia se manifestado sobre as informações. O SBT News informou que procurou o empresário, mas não obteve resposta.

O caso chama atenção não apenas pelo volume dos contratos, mas pela coincidência entre o crescimento dos negócios da empresa junto ao governo federal e o ambiente de investigações que envolve pessoas próximas a Fábio Luís Lula da Silva.

Ter amizade com alguém não representa, por si só, irregularidade. Mas quando contratos públicos saltam de R$ 197 mil para mais de R$ 63 milhões e o empresário aparece no entorno de personagens citados em investigações, os fatos naturalmente exigem transparência e explicações.

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