
A crescente exasperação global com os dois pesos e duas medidas adotados pela Organização das Nações Unidas (ONU) não pode mais ser ignorada. Apesar de sua desmoralização sem precedentes, a entidade insiste em se vitimizar em crises sensíveis como a tensão no Oriente Médio, especialmente no recente conflito entre Israel e grupos terroristas. O espanto da ONU frente à ação de Israel em sua base no Líbano contrasta brutalmente com seu silêncio suspeito em relação ao envolvimento de seus representantes com o Hamas, um grupo classificado como terrorista por diversas nações.
Túneis operados pelos terroristas, passando diretamente por instalações da ONU em Gaza, são evidências contundentes de uma complacência desconcertante. Não há menção a isso nos comunicados da organização, que deveria ser guardiã das nações democráticas e dos valores ocidentais. Mas, enquanto qualquer ação contra a ONU é rapidamente condenada como "chocante", seu suposto envolvimento com o terror não causa nem mesmo uma leve onda de escândalo entre seus membros?
A recente denúncia da ONU contra Israel — por destruir o portão principal e invadir uma de suas bases no Líbano — ilustra bem a hipocrisia da entidade. Enquanto soldados de paz eram supostamente postos em risco, o mundo se pergunta: por que esse choque seletivo? Onde estão as respostas sobre seu papel em crises humanitárias alimentadas por grupos terroristas?
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