
A devastação da Amazônia, do Pantanal e de biomas por todo o Brasil segue em ritmo alarmante. O desmatamento voraz não é um fenômeno novo, mas a pergunta que grita é: será que ninguém está vendo? Aparentemente, a indignação de outrora se dissipou, e o discurso de proteção ambiental que tanto mobilizou as massas virou fumaça – tão invisível quanto a ação do governo.
O time que hoje ocupa o poder, antes alardeava denúncias sobre o genocídio yanomâmi e a poluição com óleo nas praias brasileiras. Atacavam com veemência o desmatamento e queimadas, associando-os ao governo anterior, prometendo um novo cenário de preservação. Artistas nacionais e internacionais pediam para "salvar a Amazônia", e até aquela garota, Greta Thunberg, com sua expressão de desgosto constante, parecia prever a catástrofe.
E agora? Onde estão essas vozes? Em 2023, as queimadas só se intensificaram, consumindo a Amazônia e outros biomas em uma velocidade assustadora. Este ano, a mortandade entre o povo ianomami só cresce. O Pantanal, antes sinônimo de vida e biodiversidade, enfrentou suas maiores chamas da história recente. O fogo chegou a lamber as portas de Brasília, enquanto as florestas continuam a ser engolidas por um ciclo destrutivo.
O Ministério do Meio Ambiente, sob a gestão de Marina Silva, parece mais um fantasma que uma força de controle. Poderiam fechar a pasta e jogar a chave fora sem que muita diferença fosse notada. A ação governamental não só se revela insuficiente como levanta suspeitas: R$ 350 milhões destinados a uma ONG para "evitar" e "controlar" incêndios na Amazônia. Mas, que ONG é essa? Qual o CNPJ? Para onde foi esse dinheiro? Ninguem sabe, ninguém viu!
A pergunta do início, tão óbvia, é tudo menos tola: será que ninguém está vendo? Porque o Brasil, em chamas e sob o risco de extinção de sua fauna e flora, certamente está sentindo. O 'genocídio yanomami, não só continua, mas aumentou mais de 6%. A taxa de mortalidade das crianças de até quatro anos entre indígenas no Brasil é mais que o dobro daquela registrada entre o restante da população infantil do país. É o que mostra o relatório final de um estudo produzido pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI), uma organização não governamental que mobiliza pesquisadores de diferentes áreas e conta com a parceria de diferentes instituições científicas.
Será que ninguém está vendo. A destruição é real, mas parece que, para muitos, continua sendo invisível. A cegueira idológica é de longe pior que a visual.
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