
Vinte e quatro horas após a chocante revelação, o Brasil ainda tenta processar a notícia que abalou os três poderes. O mais inacreditável é o alvo: a Suprema Corte do país. Como pode o STF, símbolo da justiça, ser palco de um esquema de fornecimento de drogas como maconha e cocaína? Essa é a pergunta que ecoa entre cidadãos e autoridades. Por mais absurdo que pareça, foi exatamente isso que a Polícia Civil do Distrito Federal descobriu: um esquema de tráfico de drogas para servidores do Supremo Tribunal Federal.
A operação, que durou cerca de 12 meses, culminou na prisão de quatro traficantes que forneciam drogas para funcionários da mais alta corte do país e de outros órgãos públicos em Brasília. A rede criminosa operava via WhatsApp e utilizava transferências financeiras para facilitar o comércio ilegal de entorpecentes. A polícia cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em Samambaia (DF), Ceilândia (DF) e Águas Lindas (GO), resultando nas prisões.
Os traficantes, com idades entre 23 e 37 anos e histórico criminal, incluíam crimes graves como tráfico de drogas e associação criminosa. Durante a ação, foram apreendidos dois quilos de maconha, uma balança de precisão, munições, um veículo e cerca de R$ 3.000 em espécie. Além disso, um caderno com anotações detalhava o esquema de distribuição.
Os presos agora enfrentam acusações de tráfico de drogas e associação ao tráfico, crimes que podem render de 5 a 15 anos de prisão. A operação, batizada de “Shadow”, foi nomeada em alusão à forma furtiva com que os criminosos atuavam, nas sombras, para evitar a atenção das autoridades.
O esquema de tráfico desmantelado no coração do poder judiciário não só abalou a confiança nas instituições, como também expôs uma realidade que muitos se recusam a acreditar: o envolvimento de servidores públicos no comércio de drogas.
Outro espanto é que 24 horas após a operação e as prisões dos traficantes, a presidência da Suprema Corte do Brasil ainda não se manifestou sobre o caso confirmando ou negando o envolvimento de servidores com o narcotráfico. Ou ainda, reconhecendo a veracidade dos fatos, que decisão pretende tomar em relação a esse absurdo em suas entranhas.
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