
A política mudou. E quem não percebeu isso ainda está preso a um modelo que já não conversa com a realidade das ruas. Hoje, política continua sendo contato, movimento, presença e reconhecimento. Mas também passou a ser conexão digital, interação permanente e capacidade de ouvir as pessoas onde elas estão.
É exatamente nesse cenário que atua o empreendedor Reginaldo Fantasmão.
Conhecido por sua atuação no ramo imobiliário e também no setor de transporte por aplicativos, Fantasmão dedica parte significativa do seu tempo à construção de relacionamentos e à organização de grupos sociais. Entre eles, um grupo de motoristas por aplicativo que reúne profissionais da Uber e da 99 em uma rede social, onde o diálogo acontece diariamente.
A comunicação é virtual, mas não fica restrita à tela do celular. Pelo contrário. Ela se transforma em encontros presenciais, conversas olho no olho e momentos de convivência que fortalecem laços e aproximam pessoas.
Foi exatamente isso que aconteceu na noite desta terça-feira, quando Reginaldo Fantasmão reuniu dezenas de motoristas de aplicativo em um churrasco realizado no restaurante Costelas, em Teresina.
Mais do que um encontro social, o evento representou um momento de valorização de uma categoria que conhece como poucas a realidade da cidade.
Quem passa o dia e a noite circulando pelas ruas de Teresina conhece os problemas da mobilidade urbana, percebe as dificuldades da infraestrutura, identifica gargalos no trânsito e escuta diariamente as reclamações, sugestões e expectativas da população.
São profissionais que convivem diretamente com moradores de todas as regiões da capital e acabam funcionando como verdadeiros termômetros sociais.
Por isso, ouvi-los também é uma forma de compreender melhor os desafios da cidade.
E é justamente nessa lógica que Fantasmão constrói sua atuação.
Sem mandato, sem cargo eletivo e sem estar vinculado a uma disputa eleitoral específica, ele atua como liderança comunitária e consultor político, fazendo a ponte entre a população e aqueles que ocupam espaços de poder.
O método é simples, mas cada vez mais raro: ouvir antes de falar.
Durante o encontro, o clima foi de descontração, amizade e troca de experiências. Os motoristas aproveitaram a oportunidade para descansar, conversar e compartilhar histórias do cotidiano de trabalho.
A receptividade foi positiva. Muitos destacaram o gesto como uma demonstração de respeito e reconhecimento por uma categoria que desempenha papel importante na dinâmica urbana da capital.
Afinal, a política moderna não acontece apenas nos palanques, nos gabinetes ou nas campanhas eleitorais. Ela acontece nas comunidades, nas redes sociais, nos grupos de conversa e nos encontros onde as pessoas têm a oportunidade de ser ouvidas.
E talvez seja justamente essa a principal diferença dos novos tempos.
Enquanto alguns fazem política falando, outros fazem política ouvindo.
Reginaldo Fantasmão resume essa filosofia em uma frase simples, mas carregada de significado:
"Política é a arte de conversar, de falar e de ouvir".
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