
O Piauí voltou a fazer aquilo que já virou costume: dar aula ao Brasil.
Enquanto boa parte do país discute os problemas da educação básica, duas escolas de Teresina acabam de conquistar um feito que chama atenção nacional. O Instituto São José alcançou a quarta colocação entre todas as escolas brasileiras no Enem 2025. Já o Instituto Dom Barreto apareceu na décima posição do ranking nacional.
Não é pouca coisa.
Estamos falando de duas escolas piauienses entre as dez melhores do Brasil num exame que reúne milhares de instituições de ensino de Norte a Sul do país.
A pergunta surge naturalmente: qual é o segredo?
Seria a metodologia? A qualidade dos professores? A disciplina dos alunos? A cobrança dos pais? O investimento dos mantenedores? Ou seria uma mistura de tudo isso?
Provavelmente a última resposta seja a mais correta.
O sucesso do ensino privado piauiense não nasceu da noite para o dia. É resultado de décadas de investimento, planejamento e uma verdadeira obsessão por resultados. Em muitas dessas instituições, a busca pela excelência acadêmica não é apenas um objetivo. É quase uma cultura organizacional.
Os professores são constantemente capacitados. Os alunos são acompanhados de perto. As famílias participam ativamente do processo educacional. E os gestores sabem que, em educação, não existe milagre. Existe trabalho.
O resultado aparece nos números.
O Instituto São José liderou o ranking estadual com média de 773,83 pontos. O Dom Barreto veio logo atrás com 752,12. Em terceiro lugar aparece a Escola Popular Madre Maria Villac, com 737,22 pontos.
Mais impressionante ainda é observar que o ranking das dez melhores escolas do Piauí é dominado por instituições que há anos cultivam uma cultura de desempenho, disciplina e preparação intensa para os desafios acadêmicos.
É claro que o debate sobre educação não pode se limitar às escolas privadas. O Brasil precisa melhorar toda a sua estrutura educacional. Mas também é verdade que experiências bem-sucedidas merecem ser observadas.
E o Piauí tem muito a ensinar.
Não é a primeira vez que escolas piauienses aparecem entre as melhores do país. Tampouco parece que será a última. Há uma tradição consolidada de bons resultados, aprovações em vestibulares concorridos e destaque em olimpíadas científicas nacionais.
Talvez a grande lição seja justamente essa: excelência não acontece por acaso.
Ela nasce da soma entre professores comprometidos, alunos dedicados, famílias presentes e gestores que entendem que educação não é gasto. É investimento.
Enquanto muitos Estados ainda procuram a fórmula do sucesso, o Piauí parece ter encontrado há bastante tempo um caminho que continua produzindo resultados.
E, mais uma vez, os números falam por si.
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