É o que a velha mídia quer que cole? O sobrenome Bolsonaro, queira ou não, inaugurou uma nova forma de fazer política? Ouviu-se falar de tudo, menos do envolvimento do clã em corrupção. Mas não tinha a “questão das rachadinhas”? Isso já não era — ou ainda é — algo institucionalizado na República Federativa do Brasil? Moço, queremos saber é de respostas, e não de perguntas? O escrever com juízo requer perguntas e que cada um tire suas conclusões. Vamos à capa da Revista Veja, publicada agora há pouco:
“História de cinema — o roteiro do financiamento de Daniel Vorcaro para o filme de Jair Bolsonaro vira um drama para a campanha de Flávio, em enredo que envolve ainda a produção sobre Michel Temer, patrocinada pelo ex-banqueiro, e o documentário de Oliver Stone em homenagem a Lula.” O intuito é colocar todos como verdadeiros iguais? Farinha do mesmo saco? A sociedade não vai crer nessa narrativa? Certo mesmo é que, de um lado, tem um sobrenome que descontextualizou a corrupção e não deu nenhum espaço a ela? Do outro, tem a turma que “institucionalizou a corrupção”?
Certo mesmo é que está na hora de aparecer alguém com projeto de Estado, e não meramente de governo. O Brasil é uma nação rica, próspera e fértil. Tem até peculiaridades diferenciadas: o fato de seu povo ainda desfrutar de liberdade religiosa e imensa crença no Deus monoteísta. Na Europa, não se fala mais em Cristianismo. Tem gente que já atribui até mesmo um nome paralelo à França, dizendo que ela deveria passar a se chamar “República Islâmica Francesa”. Quer dizer que agora pode surgir algo novo no meio político? Aí também já é sonhar demasiadamente. A questão é que um jogo que parecia polarizado pode arrefecer de uma hora para outra? Uma coisa é certa: o que o empresariado — e o próprio povo — não desejam mais é o “mais do mesmo”. Chega disso! O que significa a expressão “populismo sem vergonha”?
A expressão “populismo sem vergonha” é usada no debate político para criticar líderes que fazem promessas irrealistas ou adotam medidas irresponsáveis para ganhar popularidade. O termo enfatiza a falta de pudor em usar o dinheiro público e a boa-fé do eleitor. Irresponsabilidade fiscal: promessas de gastos públicos altíssimos que o país não tem como pagar, colocando em risco a inflação e a economia futura apenas para angariar votos imediatos.
Paternalismo: criação de benefícios artificiais ou “pacotes de bondades” que geram dependência da população em relação ao político, em vez de resolver problemas estruturais. Retórica inflamada: discursos que dividem a sociedade (ex.: “o povo” contra “as elites”), fingindo estar do lado dos mais vulneráveis, mas sem apresentar soluções reais para suas necessidades. Mas todos são assim? Político é tudo igual? O populismo sem vergonha é aplicado por todos? Todos são farinha do mesmo saco? Até quando serão as desculpas? Política é algo muito sério!
Narrativas são questões evidentes e atuais? Aprofundem-se no termo clássico do que é política. Política é a arte ou ciência de governar, administrar e organizar o funcionamento de uma sociedade ou Estado. O termo deriva do grego polis (cidade) e politiká, e originalmente designava o conjunto de ações voltadas para o bem comum e a convivência dos cidadãos. Quem não gosta de política termina sendo governado por quem não está à altura de tamanha responsabilidade. Política não necessariamente significa boa vizinhança. Então, em quem confiar? Tire suas próprias conclusões e faça suas escolhas.
A mídia e a imprensa fazem parte de todo um arcabouço estrutural de credenciar ou descredenciar nomes. Muito cuidado com o que lê. Além disso, a ética de não sair proliferando simplesmente o que ler é de fato importante!