
O acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia entrou em vigor nesta sexta feira em caráter provisório, liberando a parte comercial do tratado. Na prática, isso significa menos tarifas para importação de produtos entre os blocos, o que tende a facilitar o comércio e reduzir preços ao consumidor. No entanto, nem todas as regras estão plenamente ativas, já que os pilares políticos e de cooperação ainda dependem de aprovação completa dos países europeus.
Do lado europeu, cerca de 95 por cento dos produtos importados do Mercosul terão tarifas eliminadas, o que representa 92 por cento das compras feitas pela União Europeia. Já o Mercosul se compromete a retirar taxas de 91 por cento dos produtos vindos da Europa, atingindo cerca de 85 por cento do valor das importações brasileiras. Em termos simples, uma grande parcela dos itens europeus tende a ficar mais barata no Brasil.
Apesar do impacto positivo, a redução não será imediata para todos os produtos. O acordo prevê um cronograma de até 15 anos, com cortes progressivos nas tarifas. Os itens foram divididos em categorias e terão reduções graduais até chegar a zero, evitando um choque repentino que poderia prejudicar setores locais.
Entre os produtos que devem ficar mais baratos ao longo do tempo estão:
vinhos e espumantes
azeite de oliva
queijos
carnes e derivados
máquinas e equipamentos industriais
produtos químicos
automóveis e autopeças
medicamentos
cosméticos
cavalos e outros animais
Mesmo com a abertura comercial, o tratado inclui mecanismos de proteção. Há regras para evitar concorrência desleal, como medidas antidumping, e dispositivos específicos para setores sensíveis, como o automotivo. Ou seja, o acordo amplia o comércio, mas tenta evitar que a indústria local seja atropelada por uma enxurrada de importações.
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