
A senadora Tereza Cristina afirmou que seu principal objetivo político não é disputar a vice-presidência da República em 2026, mas sim a presidência do Senado Federal do Brasil. Em entrevista, ela disse que deseja encerrar seu mandato como a primeira mulher a comandar a Casa, destacando que esse é um projeto pessoal que considera desafiador.
Apesar de ter sido citada como possível vice em uma eventual chapa liderada pelo senador Flávio Bolsonaro, a parlamentar afirmou que nunca recebeu convite formal. Segundo ela, as especulações fazem parte das articulações políticas e devem se intensificar até o período das convenções partidárias, previsto para meados de 2026.
Tereza Cristina também comentou sobre a disputa interna pela presidência do Senado, mencionando o nome do senador Rogério Marinho como possível concorrente. Ela afirmou que a definição dependerá da construção de apoio entre os parlamentares e destacou a importância de manter diálogo e boa relação com os colegas para viabilizar uma candidatura competitiva.
Sobre uma eventual gestão à frente da Casa, a senadora defendeu mudanças no funcionamento do Legislativo, com mais profundidade nas discussões e maior controle sobre os gastos públicos. Ela criticou a rapidez de algumas votações e afirmou que o Senado precisa acompanhar melhor a aplicação de recursos e aprimorar a governança das emendas parlamentares.
Durante a entrevista, Tereza Cristina evitou confrontos diretos e reforçou a necessidade de articulação política ampla. Ela também destacou que a eleição para a presidência do Senado exige maioria absoluta dos votos e depende de negociação entre diferentes grupos, em um cenário que deve ganhar definição apenas com a renovação parcial da Casa nos próximos anos.
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