Por que o favoritismo de Lula na corrida presidencial está sob ameaça? Eis a capa da revista Veja desta semana: Sob pressão – favoritismo do petista na corrida presidencial é ameaçado por má avaliação do governo, problemas na economia, desgaste da imagem e crescimento da oposição.
E qual o sentido do título “Pressão aumentou”? Porque, de fato, já existia uma certa pressão; apenas está aumentando a cada dia. Muitos analistas e cientistas políticos chamam até mesmo de desgoverno e dizem que ele é tamanho que ninguém sabe por onde tentar uma recuperação de imagem e de popularidade.
Mas não irão emplacar o “Messias” no STF e etc. e tal? Mas a que custo tudo isso estará acontecendo? Na verdade, o ideologismo acabou por jogar por água abaixo um futuro que parecia promissor. Não se recuperará! Pressão aumentou? A “pressão arterial” da população não é que anda nas alturas? Todos os dias, os trabalhadores honestos deste país saem às ruas sem perspectivas e sem nenhum alento.
Reclamando de “barriga cheia”? Quem está no “asfalto” é que sabe o quanto ele esquenta. Parece disco rodando várias vezes? São contas e mais contas todos os dias para pagar, e quanto mais se rola, negocia ou renegocia, mais cresce. É a vida atual de todo e qualquer cidadão brasileiro honesto. Converse com alguém que vive o dia a dia. As igrejas passaram a virar “hospitais e centros sociais de assistência material”.
E o que acontece quando a economia realmente vai mal? Todos começam a reclamar, e com razão. Primeiro dos políticos; em seguida, do governo; e, de forma generalizada, passam a dizer abertamente que o maior problema do país é a corrupção. Não é realmente isso que está acabando com o atual governo da República Federativa do Brasil? A crise não é apenas econômica, mas, sobretudo, moral. Crise acentuada de valores!
Mas agora vão liberar o FGTS para milhões de trabalhadores? O crédito vai aumentar ainda mais? Vão construir cada vez mais restaurantes populares e gratuitos? Isso não é atacar os verdadeiros problemas. Empresas estatais precisam, urgentemente, ser vendidas. O setor privado precisa de espaço para avançar economicamente. A indústria precisa ser reinventada. O agronegócio precisa deixar de ser chamado de fascista todos os dias e de adepto da “escravidão moderna”. É pressão por todos os lados.
Haja viagens para acalmar? Não é mais 2003, nobres leitores. Viajam e, quando voltam, os problemas estão maiores. Mas está todo mundo devidamente contemplado com o que há de bom e de melhor? Sempre esse pessoal tem um “mas”. A questão é que não são aliados de fato; apenas por algumas horas, semanas ou meses. Depende de como anda o clima político, não apenas em Brasília, mas também quando o pessoal da política profissional retorna às suas bases e sente o clima popular — o que o povo anda dizendo, falando, expressando a sua indignação.
Pimenta nos olhos dos outros é refresco! Pressão aumentou? Ainda nem começou o período eleitoral autorizado pela Justiça Eleitoral. Imaginem quando começar a “pipocar” cada vez mais informações sobre a delação do banqueiro. Aí é que o país ficará, de fato, ingovernável? Mas a militância é aguerrida e, na hora em que a coisa aperta, todo mundo vai para as ruas com força total? ESSE TEMPO ACABOU. Alguns dizem que nem com “lanche ou ônibus” conseguem juntar mais gente. E os milhões de terceirizados ou que possuem “uma boquinha” nos governos? Nessa hora, não sabem mais o que fazer. Estão entre a cruz e a espada.
E talvez já até se articulando e sondando qual o melhor lado para se reposicionar. É o mundo da sobrevivência política. E ninguém, em sã consciência, deve fazer julgamentos indevidos. Cada um se defende do seu jeito e da sua forma.