
Eu não vejo democracia forte sem oposição atuante. E o que está acontecendo no Piauí deixa isso ainda mais evidente. Pois bem.
Qualquer pessoa sabe que, quando alguém começa a pedir empréstimo demais, um atrás do outro, a situação financeira não vai bem. O risco de quebrar ou ficar com o nome sujo é alto. Inclusive, o score do Serasa despenca quando identifica esse comportamento. Pois bem, isso é uma pessoa. Mas e quando é um estado inteiro seguindo esse mesmo caminho? Algo claramente não está certo. E é exatamente isso que vem acontecendo no Piauí sob o governo do PT, especialmente na gestão de Rafael Fonteles. E não é de hoje que venho destacando isso.
Mais cedo na ALEPI o senador Ciro Nogueira chamou o pedido de “irresponsável”, ele não está apenas fazendo política. Ele está exercendo uma das funções mais importantes do sistema democrático: fiscalizar. Pode-se concordar ou não com o tom, mas ignorar o conteúdo é fechar os olhos para um problema real, o avanço do endividamento público em um dos estados mais pobres do país.
Já na tarde desta quita-feira, o senador Ciro Nogueira foi direto ao ponto em uma publicação sua no X. Ele afirmou:

O ex-prefeito Gil Paraibano (homenageado hoje na ALEPI) também foi direto ao afirmar que o estado está sendo “sacrificado”. Quando vozes diferentes começam a apontar na mesma direção, o mínimo que se espera é reflexão. O Piauí tem limitações econômicas claras, e cada decisão financeira deveria ser tratada com ainda mais responsabilidade.
Vou finalizar e resumir:
Hoje, Ciro Nogueira é o nome mais forte da oposição no Piauí. É ele quem está fiscalizando, cobrando e levantando o debate sobre essa sequência de empréstimos que já começa a preocupar. Fica a pergunta: qual será a justificativa do governador Rafael Fonteles? O estado já possui uma das maiores cargas de ICMS do Brasil, ainda assim, não consegue se sustentar? Precisa continuar recorrendo a novos empréstimos, mesmo com apoio do governo federal? Infelizmente, o Piauí vive um momento em que a responsabilidade fiscal parece ter ficado em segundo plano, enquanto o governo se apoia cada vez mais em crédito. E a Alepi, que deveria ser a casa do povo, segue aprovando praticamente tudo. A conta vai chegar e não será pequena. E, como sempre, quem mais vai sofrer é justamente a população que menos tem condições de pagar todo esse gasto do governo de Rafael Fonteles.
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