
Um estudo da consultoria Zag Work indica que montadoras chinesas devem vender carros mais baratos no Brasil mesmo com produção local. A principal vantagem, segundo a análise, não está nos subsídios do governo, mas na forma como essas empresas organizam a produção, com forte integração entre fornecedores e custos menores em áreas como pesquisa, desenvolvimento e administração.
Os números ajudam a explicar essa diferença. Um sedã elétrico chinês vendido no próprio mercado custa cerca de US$ 24 mil, enquanto um modelo como o Tesla Model 3 chega a quase US$ 29 mil. A maior parte dessa diferença vem da chamada verticalização, quando a própria empresa controla várias etapas da produção, reduzindo despesas e ganhando eficiência.
A China também se destaca pela escala. Em 2025, o país produziu mais de 34 milhões de veículos, superando com folga a soma de Estados Unidos e Europa. Com capacidade para fabricar ainda mais, as empresas passaram a buscar novos mercados. Além de exportar carros prontos, elas também vendem componentes, o que reduz custos mesmo quando a produção acontece em outros países, como o Brasil.
Com isso, especialistas avaliam que as montadoras chinesas devem ganhar espaço rapidamente no mercado brasileiro. A expectativa é que elas cheguem a cerca de 35% de participação até 2035. Modelos como o Caoa Changan Uni-T mostram essa estratégia, focada principalmente em SUVs, que estão entre os veículos mais desejados pelos consumidores e lideram a intenção de compra no país.
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