Por quê? E por quem? A República Federativa do Brasil amanheceu estarrecida. O jogo agora ficou devidamente claro. Se você pergunta a qualquer estudante ou operador do Direito sobre o que é Justiça, ninguém se atreve a responder de forma imediata; agora, se você fizer a pergunta “o que é injustiça?”, todos imediatamente responderão. Eis o mundo dos juristas e dos que estudaram, estudam e estudarão para melhor interpretar a questão codificada e suas leis.
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Agora, o que não pode é o medo superar a coragem. O ministro do STF – Supremo Tribunal Federal, e também ministro da Palavra de Deus, André Mendonça, fez uma jogada de mestre. Poderia simplesmente resolver tudo de forma monocrática, como geralmente os “fracos e medrosos” fazem. Mas não: André resolveu colocar a questão em plenário, e não apenas virtual, mas presencial. E aí, o que aconteceu? Julgamento político ou julgamento dentro dos parâmetros do que seria a definição de justiça? As conclusões são suas, nobres amigos leitores.
Escancarada preferência? Os calvinistas (seguidores de Cristo em primeiro lugar, mas também “devotos” de João Calvino) costumam dizer que administrar riquezas materiais não é algo fácil; mas a preferência é pelo Reino de Deus, e não pelo reino pessoal. Os jesuítas, de forma escancarada e conhecida de todos, dizem mais: o que importa ao homem é o mal menor a ser aplicado e o bem maior. O que as riquezas têm com a questão em voga? Não sabemos nós.
O que Thomas Hobbes diz em seu Leviatã é que a máxima dos homens é serem lobos dos próprios homens. O que mais importa é simplesmente salvar a pele, independentemente dos conceitos morais de justiça formulados pela História. Para isso, sempre houve, há e haverá lacunas de interpretação, à vontade para quem desejar usá-las da melhor forma. Está vendo como é o mundo da política? Mas o que tem a ver política com o julgamento? Mendonça, o nobre André, em plenário usa a expressão: “deixaram órfãos e viúvas, pessoas simples, os mais vulneráveis da sociedade, sem nenhum amparo”, disse, em outras palavras, em alto e bom som. Mas, sábio que é, deixou nas mãos do plenário.
Então, tudo vai acabar novamente em pizza? Não creia nisso. O desgaste público será tamanho que vai ocasionar a perda eleitoral dos seus preferidos? Pelo andar da carruagem, é isso mesmo que acontecerá? Quem viver, verá. Escancarada preferência? Quem somos nós para lhe incutirmos isso? Quem diz, em outras palavras, e revela os reais motivos das preferências não é a mais corajosa de todas as revistas digitais já criadas? E qual a sua logomarca? Uma ilha no jornalismo. Com uma foto do presidente do Senado, em uma de suas matérias vem o seguinte enunciado: “Escudo protetor do STF”. E qual é mesmo a capa da semana? “Os nepobabies do Supremo” – as carreiras turbinadas dos filhos de ministros do STF.
Está vendo como o mundo e o Brasil mudaram? Uma capa desta estirpe, em tempos não muito remotos, seria “retirada do ar” imediatamente. Mas quem ainda tem a audácia de fazer isso, com uma impopularidade acima dos 60% (sessenta por cento)? O brasileiro é honesto, íntegro e, nos dias atuais, se informa mais do que nunca e não quer saber de emissoras de TV aberta!
Mas qual o papel das religiões perante tudo isso? Leia Thomas Hobbes e veja o que, de fato, são as religiões. O entorpecimento da realidade não é a principal função? Em alguns gabinetes circulam piadas sobre isso. E uma delas é: “rapaz, o sacerdote falou muito o nome de determinada pessoa durante a celebração? Para cada vez que falou o nome, correspondeu uma ajuda para melhorar a vida do sacerdote, e não apenas a da paróquia?”
Conhecimento. Estudos. E, em primeiro lugar, oração e trabalho são o que estão a libertar!! Isso é de forma generalizada? Muito cuidado. O que seria dos simples e desvalidos da sociedade brasileira se não fossem os bons Padres e Pastores sérios da Igreja de Cristo!