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Com gasolina nas alturas, Rafael e Lula não mexem nos impostos

Alta internacional do petróleo pressiona preços, mas governos evitam medidas emergenciais para aliviar o consumidor

11/03/2026 às 10h24 Atualizada em 12/03/2026 às 08h43
Por: Wagner Albuquerque
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Imagem gerada por inteligência artificial
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Motoristas de Teresina já começaram a sentir no bolso os efeitos da guerra no Oriente Médio. Em poucos dias, o preço da gasolina saltou de cerca de R$ 5,60 para valores entre R$ 6,19 e R$ 6,59 nos postos da capital. A escalada está ligada à tensão envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, que elevou o preço internacional do petróleo e provocou instabilidade no mercado global de energia, especialmente após o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quarto do petróleo transportado no mundo.

O impacto externo é real e inevitável. Com o barril ultrapassando novamente os US$ 100 (hoje, 11 de março operando a $90) especialistas já alertam que a gasolina poderia subir ainda mais no Brasil caso os preços acompanhem integralmente o mercado internacional. O país ainda depende da importação de parte do diesel que consome, o que aumenta a vulnerabilidade diante de crises geopolíticas. O resultado costuma aparecer rapidamente na bomba e, logo depois, na inflação.

Mas a crise internacional expõe também uma diferença clara de postura política. Em 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, frequentemente chamado por adversários de “malvadão” e “golpista”, a reação foi imediata. O governo federal zerou os tributos federais sobre gasolina, diesel e gás de cozinha, eliminando cobranças como PIS, Cofins e Cide. Além disso, articulou no Congresso a limitação do ICMS, o imposto estadual que mais pesa no preço final dos combustíveis.

Site UOL no dia 06/06/2022 - Imagem: Reprodução

Naquele momento, Bolsonaro chegou a propor inclusive que o ICMS fosse zerado, com compensação financeira da União aos estados para evitar perda de arrecadação. A iniciativa também buscava pressionar governadores a reduzir a carga tributária sobre combustíveis, que em alguns estados chegava a mais de 30%. O objetivo era claro: diminuir o impacto imediato no bolso do consumidor.

Hoje, com o aumento internacional novamente pressionando os preços, o que se vê é uma postura bem diferente. Tanto o governo federal do presidente Lula quanto o governo estadual do Piauí, comandado por Rafael Fonteles, ambos do PT, assistem à escalada sem apresentar medidas emergenciais relevantes de alívio tributário.

Enquanto isso, o contribuinte continua pagando a conta completa. O preço internacional sobe, o dólar pressiona, e os impostos permanecem intocados. No fim das contas, a bomba do posto segue sendo um dos lugares mais eficientes para lembrar ao brasileiro que, em tempos de crise, o peso do Estado raramente diminui.

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Sobre Wagner Albuquerque é um jornalista multifacetado, com uma carreira marcada por passagens expressivas pela Band, onde atuou como editor, produtor, repórter e apresentador. Ao longo de sua trajetória, também esteve à frente da Direção de Jornalismo em diversos portais de destaque, sempre pautado pela ética e pela busca da informação de qualidade. Atualmente, é apresentador da TV Lupa1 e jornalista no portal Gazeta Hora1, onde se destaca pela credibilidade, visão analítica e compromisso com a relevância dos fatos que impactam o dia a dia do público.
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