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Política URGENTE

CPI no Senado pode investigar Toffoli e Alexandre de Moraes por supostas ligações com banqueiro

Senadores reúnem assinaturas para apurar relação dos ministros do STF com Daniel Vorcaro no caso envolvendo o Banco Master

09/03/2026 às 17h25 Atualizada em 14/03/2026 às 12h08
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou ter alcançado, nesta segunda-feira (9), o número mínimo de assinaturas necessário para solicitar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado. A proposta é investigar possíveis relações entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. Pelo regimento do Senado, são necessárias pelo menos 27 assinaturas para a abertura de uma CPI.

Segundo Vieira, a comissão pretende esclarecer se houve relações pessoais, financeiras ou institucionais que possam ter influenciado decisões ou condutas dos magistrados. O senador afirmou que a investigação não busca antecipar julgamentos, mas apurar os fatos para garantir transparência e preservar a confiança da população nas instituições públicas.

O pedido ganhou força após reportagens apontarem possíveis vínculos entre os ministros e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por suspeitas de obstrução de Justiça e coação de testemunhas. No caso de Alexandre de Moraes, investigações apontaram um contrato de cerca de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro. O escritório afirmou que os serviços prestados estavam relacionados apenas a questões financeiras, contábeis e de compliance, sem atuação em processos no STF.

Já no caso do ministro Dias Toffoli, apurações indicaram ligação com uma empresa de seus irmãos que possuía participação em um resort no Paraná. O empreendimento teria recebido investimentos de um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro. Após a repercussão do caso, Toffoli reconheceu que foi sócio dos familiares e decidiu deixar a relatoria de processos relacionados ao Banco Master no Supremo. O caso passou então a ser conduzido pelo ministro André Mendonça.

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