
A sessão da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo de Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, foi marcada por confusão e disputa de versões no Congresso. A votação ocorreu de forma simbólica, por contraste visual, e terminou com protestos de parlamentares governistas. Mesmo diante das críticas, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que não houve violação evidente do regimento.
Durante a votação, o presidente da comissão, senador Rogério Viana, orientou que apenas parlamentares titulares poderiam votar. Segundo ele, foram contabilizados sete votos contrários após a contagem visual dos presentes. Governistas se aproximaram da mesa para contestar o resultado, e o clima esquentou, com registros de empurrões e socos no plenário.
Em entrevista, Viana defendeu a condução dos trabalhos e disse que seguiu rigorosamente as normas. Segundo o senador, o governo tentou barrar a pauta, mas acabou derrotado no voto simbólico. Na mesma sessão, a CPMI também aprovou a convocação do ex-assessor de Alcolumbre, Gustavo Gaspar, e do ex-CEO do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, para prestarem depoimento.
Já o deputado Paulo Pimenta contestou o procedimento e afirmou que pedirá a anulação da votação. Ele sustenta que as imagens mostram placar diferente do anunciado pela comissão. Apesar da pressão, Alcolumbre manteve o resultado e declarou que a suposta irregularidade não se mostra evidente nem inequívoca, mantendo válida a decisão da CPMI.
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