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Política INVESTIGAÇÃO

Quebra de sigilos de Lulinha avança e gera crise política em Brasília

Decisão do STF antecedeu CPMI do INSS, enquanto governistas tentam reverter medida

26/02/2026 às 20h41 Atualizada em 28/02/2026 às 09h23
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A autorização para quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, foi concedida em janeiro pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), antes mesmo da votação da CPMI do INSS que aprovou medida semelhante nesta quinta-feira (26). O pedido partiu da Polícia Federal, que investiga supostos desvios envolvendo descontos aplicados a aposentados e pensionistas.

Relatórios da PF apontam que o filho do presidente Lula foi citado ao menos três vezes nas apurações. Investigadores mencionam a hipótese de que Lulinha possa ter ligação indireta com Antônio Camilo Antunes, o “careca do INSS”, apontado como operador do esquema. Apesar disso, a própria polícia ressalta que não há, até o momento, elementos que comprovem participação direta dele nas irregularidades.

A aprovação da quebra de sigilos pela CPMI ocorreu em sessão marcada por tensão. Parlamentares da base governista contestaram o resultado e foram até a residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para tentar anular a decisão, alegando fraude na contagem de votos. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, negou irregularidades e afirmou ter seguido o regimento.

Após a votação, a crise política se intensificou. Um grupo de 48 deputados protocolou representação no Ministério Público Federal pedindo a prisão preventiva de Lulinha, citando suspeitas como corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A defesa do empresário nega qualquer envolvimento no caso e afirma que ele não participou de fraudes nem recebeu valores ilícitos, colocando-se à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

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