
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR), que aparece na liderança das intenções de voto para o governo do Paraná, ainda não tem a confirmação oficial de sua candidatura pela federação União Progressista para as eleições de outubro. Diante da incerteza, surgiram especulações sobre uma possível mudança de partido, incluindo uma eventual filiação ao PL. Nos bastidores, porém, o cenário é de cautela e indefinição.
A eventual ida de Moro para o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta resistência dentro do PL, tanto na direção nacional quanto no diretório paranaense. A sigla, comandada nacionalmente por Valdemar Costa Neto, prioriza a manutenção da aliança com o governador Ratinho Junior (PSD), parceria construída nas eleições de 2024 e considerada estratégica após vitórias em cidades importantes como Curitiba e Londrina.
O deputado federal Filipe Barros (PL), pré-candidato ao Senado, negou que tenha havido convite para Moro ingressar no partido e classificou como boato a aproximação com Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o PL pretende seguir alinhado ao projeto político de Ratinho Junior. O próprio governador sinalizou interesse em manter a coligação com o partido, destacando apoio ao nome de Barros para o Senado e defendendo a continuidade da boa relação entre as siglas.
Apesar das resistências, interlocutores avaliam que o posicionamento do PL pode mudar caso Ratinho Junior confirme uma candidatura à Presidência da República, o que exigiria rearranjos no palanque paranaense. Enquanto isso, Moro afirma permanecer no União Brasil e aposta no diálogo para resolver divergências internas. Pesquisa do instituto 100% Cidades/Futura, divulgada em janeiro, mostra o senador na liderança com até 44,6% das intenções de voto no estado.
ELEITORADO FEMININO Flávio Bolsonaro reforça campanha com ex-presidente da Caixa e aposta no eleitorado feminino
ESTADO DE DIREITO Quando a balança parece pender para um só lado
ELEIÇÕES 2026 Bolsonaro pede união da direita e lança carta em apoio à pré-candidatura de Flávio Mín. 20° Máx. 38°