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Picos testa sua força: três nomes competitivos colocam a Capital do Mel no centro da disputa federal

Pela primeira vez, município oferece alternativas reais ao eleitorado piauiense e desafia a velha dependência de “forasteiros”

22/02/2026 às 12h59 Atualizada em 22/02/2026 às 13h58
Por: Douglas Ferreira
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Zé Luis, Eriva Lima e Gil Paraibano - Foto: Reprodução
Zé Luis, Eriva Lima e Gil Paraibano - Foto: Reprodução

O tabuleiro eleitoral de 2026 começa a ser armado e, desta vez, Picos não assiste à disputa da arquibancada. Pela primeira vez em sua história recente, o município oferece ao eleitorado piauiense três nomes competitivos para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Em um cenário onde, por décadas, a cidade reclamou da ausência de representação federal própria, agora não há mais a desculpa da falta de opção. O eleitor picoense só votará em um candidato de fora se assim desejar. As cartas estão postas na mesa.

Os três nomes que movimentam os bastidores são conhecidos e possuem densidade política local: Gil Paraibano, do Progressistas, ex-prefeito por três mandatos; o vereador Zé Luís, do MDB, em processo de migração para o PSD; e o jornalista Erivan Lima, do PL. São perfis distintos, trajetórias diferentes, estratégias próprias. Mas todos carregam musculatura eleitoral suficiente para transformar a disputa em algo real, e não meramente simbólico.

Gil Paraibano representa a experiência administrativa. Ex-gestor municipal, governou Picos por três mandatos e conhece como poucos a máquina pública. Contudo, enfrenta o teste mais duro de sua carreira: provar que seu capital político sobreviveu à derrota no pleito municipal e à dispersão de parte do seu grupo. Sua candidatura será uma espécie de referendo pessoal. Se alcançar votação expressiva, mostrará que ainda tem fôlego. Caso contrário, ficará evidente que o tempo político cobra sua conta.

Zé Luís, por sua vez, constrói sua pré-candidatura numa engenharia política delicada. O movimento envolve entendimentos entre lideranças estaduais e municipais, numa espécie de rearranjo estratégico que passa por mudanças partidárias e compensações internas. É a política em sua forma mais pragmática, onde alianças são costuradas com cálculo milimétrico. Seu discurso se ancora nas bases religiosas e comunitárias que o acompanham há décadas. A dúvida é se essa base local terá capilaridade suficiente para romper as fronteiras da microrregião.

Mas é no nome de Erivan Lima que a disputa ganha contornos diferenciados. Após mais de quarenta anos de jornalismo combativo, Erivan construiu uma reputação rara na vida pública brasileira: a de profissional ilibado, coerente e respeitado até por adversários. Em um país onde a política frequentemente é associada a escândalos e desconfiança, sua trajetória é um ativo poderoso. Não se trata apenas de popularidade midiática. Trata-se de credibilidade acumulada ao longo de décadas.

Erivan não chega à arena como um aventureiro. Sua vida foi dedicada à comunicação regional, denunciando irregularidades, fiscalizando o poder e defendendo pautas de interesse público. Sempre o fez com firmeza, mas sem histrionismo. Com contundência, mas sem irresponsabilidade. Em um ambiente político marcado por excessos retóricos e polarizações artificiais, sua postura serena pode representar um diferencial estratégico.

Seu perfil conservador e liberal dialoga com uma parcela expressiva do eleitorado piauiense que busca representação alinhada a valores mais tradicionais. No entanto, sua força não se limita a um nicho ideológico. Ao longo de quatro décadas, Erivan construiu pontes com diferentes segmentos da sociedade. É conhecido não apenas como comunicador, mas como alguém que acompanhou de perto as dores e desafios da população.

Picos, historicamente, reclamava da ausência de um deputado federal que defendesse de forma direta seus interesses em Brasília. A cada eleição, o discurso se repetia como um eco. Agora, a cidade não tem apenas um nome, mas três. Isso altera a lógica do jogo. A pluralidade de candidaturas fortalece o debate e eleva o nível da cobrança.

A pergunta que se impõe é simples e provocativa: o eleitorado picoense transformará essa oportunidade histórica em representação efetiva ou continuará fragmentando forças e entregando protagonismo a outras regiões? O cenário está posto como um teste de maturidade política.

Se Gil Paraibano representa a experiência administrativa e Zé Luís simboliza a engenharia partidária, Erivan Lima encarna a possibilidade de renovação ética com lastro de trajetória. Não é pouca coisa. Em tempos de ceticismo com a classe política, credibilidade pode valer mais que estrutura.

A eleição de 2026 poderá marcar um divisor de águas para Picos. Pela primeira vez, o município não pede espaço. Ele o reivindica com nomes competitivos. Resta saber se o eleitor compreenderá o momento histórico e decidirá escrever um novo capítulo na representação federal da região.

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Graça Moura Psicologia e PoesiaHá 5 meses Picos-Piauí Picos certamente escreverá um novo capítulo na representação federal da região de Deus quiser...E Deus há de querer para o nosso bem e felicidade da nossa região...
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