
O presidente Lula afirmou neste domingo (22) que o Brasil não deseja entrar em uma “nova Guerra Fria” comercial após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor novas tarifas globais. Em conversa com jornalistas durante agenda em Nova Délhi, na Índia, Lula disse que o país busca manter relações equilibradas com todas as nações, sem preferência por um bloco específico.
A declaração ocorre depois que Trump anunciou uma tarifa global inicialmente de 10%, posteriormente elevada para 15%, com base na Seção 122 do Ato do Comércio de 1974. A medida veio após a Suprema Corte americana barrar o uso de outra legislação econômica de emergência. O movimento aumentou a tensão no comércio internacional e acendeu alertas em vários países, incluindo o Brasil.
Lula afirmou que o governo brasileiro agiu com cautela diante do cenário e se disse aliviado por não ter tomado decisões precipitadas. Segundo ele, houve recuos por parte do próprio governo americano em relação a tarifas que poderiam atingir o Brasil. O presidente também sinalizou que pretende tratar diretamente do tema com Trump em um encontro previsto para março.
Durante a viagem à Ásia, Lula voltou a criticar a dependência do dólar nas transações internacionais e defendeu discutir alternativas para o comércio entre países, como nas negociações com a Índia. Após compromissos no país asiático, incluindo acordos sobre minerais críticos e terras raras, o presidente segue para a Coreia do Sul acompanhado de uma comitiva com 11 ministros.
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