
O Congresso do Peru destituiu nesta terça-feira (17) o presidente José Jerí, que estava há apenas quatro meses no cargo. A saída foi aprovada por meio de uma moção de censura, com 75 votos favoráveis, 24 contrários e três abstenções, após denúncias de encontros não declarados com um empresário chinês e suspeitas de tráfico de influência. Com a decisão, o país andino chega ao oitavo presidente em oito anos, ampliando o cenário de instabilidade política.
A moção de censura exige maioria simples, ao contrário do impeachment, que demanda ao menos 87 votos em um Parlamento de 130 membros. Jerí e aliados defendiam que o caso fosse analisado por meio de processo de impeachment, mas afirmaram que respeitariam o resultado da votação. Ele havia assumido o cargo em outubro de 2025, após a destituição de Dina Boluarte, que por sua vez sucedeu Pedro Castillo.
Com a vacância, o Congresso marcou para esta quarta-feira (18) a eleição do novo presidente da Casa, que também assumirá interinamente a chefia do Executivo. Embora o atual presidente do Congresso, Fernando Rospigliosi, estivesse na linha sucessória, ele anunciou que não assumirá o posto, abrindo disputa entre quatro nomes indicados pelas bancadas partidárias.
O novo presidente interino permanecerá no cargo até 28 de julho, quando tomará posse o vencedor das eleições gerais marcadas para 12 de abril. Apesar da sucessão constante de líderes, o Peru mantém uma das economias mais estáveis e de maior crescimento da América Latina, ainda que enfrente recorrentes crises políticas nos últimos anos.
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