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Política GASTANÇA?

Que nação é esta?

Receita pública é o dinheiro que o governo dispõe para manter sua estrutura e oferecer bens e serviços à sociedade, como hospitais, escolas, iluminação, saneamento, etc. Para poder fazer isso, o governo precisa arrecadar dinheiro e faz isso de diversas maneiras.

16/02/2026 às 18h26
Por: Josenildo Melo
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Foto: https://www.istockphoto.com/br
Foto: https://www.istockphoto.com/br

Que praticamente passa 120 dias sem produzir? Enquanto isso, nacionalmente, a miséria toma conta do país. O site da Veja anuncia que o forte endividamento dos brasileiros poderá até mesmo afetar o desempenho de quem deseja galgar mais uma vez o poder. A produtividade norte-americana é imensa. E os Estados Unidos da América são um dos países mais religiosos do mundo.

É preciso citar isso porque alguns teimam em dizer que a culpa do atraso se deve ao forte crescimento religioso no Brasil. Riqueza este enorme país da América do Sul tem de sobra. A questão é apenas refletir sobre o evangelho do dia de hoje? Não apenas! A questão nacional realmente é seríssima.

Agora, já pensou se um estado como o Piauí tivesse o montante de recursos “gastos e desperdiçados” nos carnavais? Isso mesmo: carnaval, pois nesta nação é festa o ano inteiro. E ainda existem pessoas que se autointitulam líderes religiosos que, em plena missa, soltam a frase: “Eu não sou daqueles que criticam carnavais”.

A questão não é apenas de cunho moral, mas, sobretudo, econômico! Como uma nação pode desenvolver-se economicamente sem cunho ético e moral? A determinação de valores sólidos é que impulsiona nações!

Que nação é esta? Que pessoas de bem e gente boa querem se deslocar às igrejas e não podem porque simplesmente o caos do transporte público não permite? Alguém precisa dizer aos “donos do poder” que basta de tão somente pensarem neles! O povo está realmente sofrendo e endividado.

Gestores lúcidos tomam decisões sábias. Um médico inteligente teve a prudência de não gastar com carnavais exorbitantes. Iniciativa louvável! Pois o povo gosta mesmo é de bom atendimento e qualidade nos serviços prestados.

Em nível estadual (no Piauí), também não se ouve falar de gastos enormes com carnavais por parte da gestão governamental. Mas o povo não quer saber disso? Comenta-se “à boca pequena”, não somente nas igrejas e ambientes cristãos, mas no dia a dia! Ninguém aguenta mais a distorção e a ausência de misericórdia para com os miseráveis.

Podem ter certeza de que o prefeito e o governador tomaram decisões sábias ao não investirem de forma exorbitante nos carnavais. Carnaval deve ser festa de cunho privado!

Que nação é esta que não liga mais para questões da vida? Corrupção é algo muito sério. Pessoas capazes de desviar recursos públicos chegam ao ponto de analistas avaliarem que quem atinge esse nível perdeu a noção de tudo o que é parâmetro de dignidade.

O nome já diz: recursos públicos. São recursos destinados à saúde, educação, transporte, moradia — tudo aquilo que possa beneficiar a coletividade! Mas tudo isso tem nome? Tem, e todos sabem de onde se origina.

Não é à toa que, enquanto o prefeito local e o governador economizam recursos, em nível nacional é festa para todo lado! Salvador, cidade belíssima, de um povo amoroso e bacana (já moramos lá), quando lá estivemos, residimos no Colégio Antônio Vieira, nas proximidades do Campo Grande.

Tenham certeza de que o carnaval não é apenas o que a mídia mostra. E isso era nos anos de 1994; imaginem como anda a “bagaceira” agora? E está começando a virar um problema, pois já não termina apenas na Quarta-feira de Cinzas. Todo ano desejam e chegam a insistir que dure até a sexta-feira!

Caramba, um artigo destes em pleno início de semana? Dom Celso José Pinto da Silva, que nos ensinou sobre os poderes, costumava dizer que os poderosos, em sua grande maioria, não ligam para o povo. O povo é apenas moeda de troca.

Agora, a questão é: como também Celso José dizia, o problema é quando essas pessoas chegam a certa idade reflexiva — e aí o estrago está feito. O espaço para arrependimento do que fizeram vem à tona!

Aí, meus amigos leitores, vale a máxima: viver corretamente não é apenas uma opção, mas o único caminho! Pois, afinal, de que adianta ganhar o mundo e perder o Reino dos Céus?

Mas vale também lembrar — e isso não foi Celso José quem nos ensinou, mas o conviver com os mais simples: “E esse povo acredita em Deus, moço?” “A grande maioria nem tem tempo para isso; os assessores não os deixam ver a realidade!”

Que nação é esta? Aí vai a frase mais famosa: que país é este? Enquanto estados e municípios sábios economizam, nacionalmente reina o esbanjar vitalidade sem possuir?

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