
A bancada do Progressistas (PP) no Senado divulgou nota pública para se descolar do manifesto da Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. No comunicado, publicado na sexta-feira (13), os senadores afirmaram que não foram previamente consultados sobre o posicionamento e que, por isso, o texto não pode ser considerado representativo da bancada.
A nota foi assinada pela líder do partido no Senado, Tereza Cristina (MS), além dos senadores Dr. Hiran (RR), Esperidião Amin (SC), Luis Carlos Heinze (RS) e Margareth Buzetti (MT). “A posição expressa em nota divulgada pela Federação União Progressista não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada”, diz o texto.
Mais cedo, os presidentes nacionais do PP e do União Brasil, Ciro Nogueira e Antônio Rueda, haviam divulgado manifesto em apoio a Toffoli, que enfrenta pressão com o avanço de investigações relacionadas ao Banco Master. No documento, a federação afirma haver “narrativas” contra o ministro e declara confiança em sua integridade, sustentando que ataques ao magistrado representariam um enfraquecimento das instituições democráticas.
Toffoli deixou a relatoria do caso Master após relatório da Polícia Federal apontar menções ao seu nome em mensagens encontradas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do banco. O conteúdo segue sob segredo de Justiça. O novo relator do processo no STF é o ministro André Mendonça. Além da federação, o presidente nacional do Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), também saiu em defesa do ministro e classificou as críticas como “linchamento moral”.
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