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Quem é a filha de Kim Jong-un que pode herdar o poder na Coreia do Norte

Kim Ju-ae aparece cada vez mais ao lado do pai e levanta especulações sobre sucessão no regime

14/02/2026 às 09h59 Atualizada em 17/02/2026 às 10h45
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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A agência de inteligência da Coreia do Sul (NIS) informou a parlamentares que acompanha atentamente os movimentos de Kim Ju-ae, filha do líder norte-coreano Kim Jong-un, diante da possibilidade de que ela esteja sendo preparada como futura sucessora. As informações foram repassadas pelos deputados sul-coreanos Park Sun-won e Lee Seong-kweun após uma reunião fechada da comissão parlamentar de inteligência. Segundo o NIS, será observado se a jovem participará de um congresso importante do Partido dos Trabalhadores, previsto para o fim de fevereiro, encontro que deve indicar os principais nomes do regime nas áreas de economia, política externa e defesa.

Kim Ju-ae é a única filha de Kim Jong-un conhecida publicamente. A sucessão no regime norte-coreano sempre foi cercada de especulações, já que o país é um dos mais fechados do mundo e mantém sob sigilo informações sobre a vida pessoal da família governante. Caso seja confirmada como herdeira política, Kim Ju-ae se tornaria a primeira mulher a liderar a Coreia do Norte desde a fundação do regime comunista, em 1948.

A existência de Kim Ju-ae veio a público pela primeira vez em 2013, após visita do ex-jogador americano Dennis Rodman a Pyongyang. No entanto, ela só passou a aparecer oficialmente em novembro de 2022, ao acompanhar o pai em um teste de míssil balístico intercontinental. Desde então, tem participado de eventos militares estratégicos, incluindo o lançamento do míssil Hwasong-18 e do satélite espião Malligyong-1, além de celebrações oficiais. Analistas apontam que sua visibilidade crescente indica possível consolidação de status dentro da elite do regime.

Especialistas avaliam que a exposição pública da jovem pode ter dois objetivos: testar a aceitação de uma eventual sucessão feminina em uma sociedade tradicionalmente patriarcal e reforçar a narrativa dinástica que sustenta o poder da família Kim. Ainda não há indícios de mudança imediata no comando do país, mas a intensificação das aparições públicas de Kim Ju-ae e o uso de termos honoríficos reservados a figuras de alto escalão alimentam as especulações sobre o futuro da liderança na Coreia do Norte.

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