Segunda, 13 de Julho de 2026
21°

Tempo limpo

Teresina, PI

Política EIS A REALIDADE?

Crusoé: Tão suspeitos quanto Toffoli

O Antagonista é um portal de jornalismo independente e vigilante, criado e dirigido por jornalistas experientes que se cansaram da censura velada imposta nos bastidores de outros veículos de comunicação contra a publicação de verdades inconvenientes a pessoas e grupos com poder no Brasil. A revista Crusoé, lançada em 2018 e publicada às sextas-feiras, aprofunda o conteúdo de O Antagonista em reportagens especiais, entrevistas e crônicas, transformando o noticiário disperso em reflexões essenciais e capítulos históricos sobre a contemporaneidade.

13/02/2026 às 10h52 Atualizada em 13/02/2026 às 12h14
Por: Josenildo Melo Fonte: https://oantagonista.com.br/
Compartilhe:
Foto: https://crusoe.com.br/
Foto: https://crusoe.com.br/

Ao optar pelo corporativismo e tentar proteger o enrolado colega, os ministros do STF desprotegeram o tribunal mais uma vez.

Rodolfo Borges – O Antagonista/Crusoé

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) optaram pelo corporativismo ao lidar com o problema Dias Toffoli (foto), como definiu a capa da edição desta semana de Crusoé. Protegeram-se junto com o colega e desprotegeram o tribunal.

As notícias sobre a troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro ajudam a entender o comportamento dos dez juízes que atualmente compõem o STF.

O escândalo do Banco Master está longe de acabar, e a perda da relatoria por Toffoli é um sinal eloquente de que o Supremo nunca enfrentou um caso tão radioativo — a Operação Lava Jato soa como brincadeira de criança hoje.

Clique, acesse e leia em https://oantagonista.com.br/analise/crusoe-tao-suspeitos-quanto-toffoli/

Apesar de Toffoli ter deixado a relatoria do caso, seus colegas disseram — numa evidente barganha — reconhecer “a plena validade dos atos praticados pelo ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência”.

Tudo muito estranho

Os “atos praticados pelo ministro Dias Toffoli” envolveram a determinação de uma inédita acareação entre investigador e investigado — que acabou não ocorrendo, por decisão da Polícia Federal, e somente após pressão popular —, a imposição de sigilo total e, no último de seus atos, no mínimo controversos, a determinação de que provas coletadas sobre sua relação com Vorcaro lhe fossem encaminhadas após os investigadores as apresentarem a Edson Fachin, presidente do STF.

Está claro que os ministros não quiseram constranger o colega, mas o constrangimento já está posto.

Ao fingirem que não existem motivos para suspeição ou impedimento em um caso com tantas decisões questionáveis e uma relação tão evidente entre o relator e o principal investigado, os dez ministros do STF tornam-se tão suspeitos quanto Toffoli para tratar de um caso que permanece no tribunal, agora sob a relatoria de André Mendonça.

Ainda é pouco

Na prática, Toffoli acabou punido com a perda da relatoria, e talvez da forma mais…

Siga a leitura em Crusoé. Assine e apoie o jornalismo independente.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários