
Os Estados Unidos redirecionaram o porta-aviões USS Gerald R. Ford para o Oriente Médio, onde será integrado ao grupo de ataque do USS Abraham Lincoln, no Golfo Pérsico. Segundo o New York Times, a tripulação foi informada do novo destino na última quinta-feira (12), em uma decisão que amplia a presença naval americana em um momento de crescente tensão regional.
Incorporado à Marinha dos EUA em 2017, o USS Gerald R. Ford é o mais moderno e avançado porta-aviões do país, com capacidade para operar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros. Batizado em homenagem ao ex-presidente Gerald Ford, o navio é considerado peça-chave da estratégia de projeção de poder dos EUA. Seu grupo de ataque inclui esquadrões de caças F/A-18, helicópteros militares e destróieres de escolta.
O deslocamento ocorre em paralelo às negociações delicadas envolvendo o programa nuclear do Irã. O presidente Donald Trump afirmou recentemente estar otimista com uma solução diplomática, mas não descartou uma ação militar caso não haja acordo. Após reunião na Casa Branca com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, Trump reiterou que prefere um entendimento, embora tenha lembrado ataques anteriores contra instalações iranianas.
Além do impasse nuclear, Washington pressiona Teerã a limitar o alcance de mísseis balísticos e a interromper o apoio a grupos armados no Oriente Médio. O reforço naval, que já contava com a presença do USS Abraham Lincoln, um “aeroporto flutuante” capaz de lançar até quatro aeronaves por minuto, é visto como uma medida de dissuasão. A movimentação sinaliza que, enquanto a diplomacia segue em curso, os EUA mantêm prontas opções militares para proteger seus interesses e aliados na região.
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