
A Prefeitura de Teresina descartou a possibilidade de municipalizar o transporte coletivo da capital. Segundo o prefeito Silvio Mendes (UB), não há condições de o município manter uma empresa pública de ônibus devido aos altos custos operacionais e a riscos de desvios de conduta.
De acordo com o gestor, a manutenção de uma frota própria tornaria o serviço mais oneroso para os cofres públicos. Silvio Mendes foi questionado sobre o modelo adotado pela cidade de Timon (MA), que criou uma empresa pública para operar o transporte urbano e o sistema integrado com Teresina, mas afirmou que as realidades são distintas.
“A Prefeitura não será proprietária de uma empresa de transporte coletivo porque sai mais caro. Não é apenas a aquisição dos ônibus, mas a manutenção e os desvios de conduta que sempre existem. Nenhuma cidade quer manter uma empresa pública de transporte”, declarou o prefeito.
Apesar de manter o sistema sob concessão privada, Teresina está incluída no programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que prevê investimentos superiores a R$ 1 bilhão para a capital. Os recursos devem ser aplicados na reforma de estações e terminais, compra de novos ônibus, criação e ampliação de linhas, após a atualização do plano diretor municipal.
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