
A candidata de direita Laura Fernández venceu as eleições gerais da Costa Rica neste domingo (1º) com ampla vantagem e deve governar com maioria no Congresso. Com 88,4% das urnas apuradas, Laura alcançou quase metade dos votos, superando com folga o mínimo necessário para vencer no primeiro turno e evitar um segundo turno marcado para abril.
Apadrinhada politicamente pelo atual presidente Rodrigo Chávez, de quem foi chefe de gabinete, Laura Fernández prometeu dar continuidade às políticas de segurança mais rígidas e ao discurso contra o sistema político tradicional. Mesmo sem poder disputar a reeleição, Chávez deverá integrar o novo governo. Em seu discurso de vitória, Fernández afirmou que o país entra em uma “nova era” e defendeu a construção de uma “terceira república”, deixando para trás o modelo político vigente desde 1948.
O principal adversário, o economista centrista Álvaro Ramos, ficou com cerca de um terço dos votos e reconheceu a derrota, prometendo apoio ao novo governo quando as decisões forem benéficas ao país. Já a candidata de esquerda Claudia Dobles, ex-primeira-dama, teve desempenho muito fraco, com menos de 5%. O Partido Soberano do Povo, de Laura Fernández, deve saltar de oito para cerca de 30 cadeiras no Parlamento, ficando perto, mas ainda abaixo, de uma supermaioria.
A segurança pública foi o tema central da campanha. O aumento da criminalidade e o recorde de homicídios durante o governo Chávez dominaram o debate eleitoral, apesar da alta popularidade do presidente. A vitória de Fernández segue uma tendência regional de avanço da direita na América Latina, impulsionada por discursos duros contra o crime e pela insatisfação com corrupção e má gestão, sentimentos que pesaram fortemente na decisão do eleitorado costa-riquenho.
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