
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (30) a indicação do banqueiro e economista Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Warsh foi escolhido para substituir Jerome Powell, cujo mandato termina em maio. A nomeação ainda precisa passar pelo Senado. O anúncio foi feito nas redes sociais de Trump, que elogiou o currículo e a trajetória do indicado.
Kevin Warsh não é um nome novo no Fed. Ele foi governador do banco central entre 2006 e 2011 e entrou para a história ao assumir o cargo aos 35 anos, o mais jovem até hoje. Também atuou como assessor econômico do ex-presidente George W. Bush e tem ligação com o Hoover Institution, um centro de estudos conservador. Aos 55 anos, Warsh já havia sido cotado para o cargo no primeiro mandato de Trump, mas acabou preterido por Powell.
A indicação ocorre em meio a um clima de forte tensão entre Trump e a atual liderança do Fed. Desde que voltou à Casa Branca, em janeiro de 2025, o presidente pressiona por cortes mais rápidos nos juros e critica a condução da política monetária. Powell virou alvo direto, inclusive com uma investigação sobre gastos na reforma da sede do banco central. Nesse contexto, Warsh surge como um nome mais alinhado à visão do governo.
Conhecido no passado como “falcão da inflação”, Warsh defendia juros altos e controle rígido de preços, posição que o levou a deixar o Fed em 2011. Nos últimos meses, porém, passou a adotar um discurso mais favorável à redução das taxas, em sintonia com Trump. Se confirmado, ele assumirá um Fed sob questionamentos sobre sua independência e no centro das decisões que vão definir o rumo da economia americana nos próximos anos.
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