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Política ELEIÇÕES 2026

Kassab articula terceira via e amplia leque do PSD para 2026

Entrada de Caiado fortalece plano nacional, mas Ratinho Junior segue favorito do partido

29/01/2026 às 08h56 Atualizada em 29/01/2026 às 17h54
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD e um dos políticos mais experientes do país, trabalha para tirar do papel uma terceira via na eleição presidencial de 2026. Após acenar publicamente a Flávio Bolsonaro (PL), Kassab reforçou seu plano ao atrair o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que se soma a outros dois nomes já no radar do partido: Ratinho Junior, do Paraná, e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. A movimentação deixa claro que o PSD quer ter candidato próprio e ocupar o espaço entre Lula e o bolsonarismo.

O plano inicial de Kassab passava por Tarcísio de Freitas (Republicanos), mas o governador de São Paulo deve disputar a reeleição e apoiar Flávio Bolsonaro. Com isso, o PSD ficou sem alternativa fora do partido e decidiu apostar de vez em um nome próprio. A estratégia é repetir a tentativa de romper a polarização, como em 2018 e 2022, agora com um discurso mais moderado, voltado ao centro e à centro-direita, perfil que Kassab vê como carente de representação nacional.

A filiação de Caiado ao PSD, ainda não oficializada, amplia o poder de articulação do partido, mas não o coloca automaticamente como candidato. Apesar da experiência, ele já concorreu à Presidência em 1989, a hierarquia interna pesa. Segundo apuração da Gazeta do Povo, a presença de Caiado fortalece, na prática, o principal projeto de Kassab: viabilizar Ratinho Junior como cabeça de chapa, dando a ele mais respaldo político e musculatura nacional.

Governador bem avaliado pelo mercado financeiro, Ratinho Junior aparece hoje como o nome mais competitivo do PSD. Evita temas polêmicos, não confronta diretamente Lula, mantém distância calculada do bolsonarismo e aposta no discurso contra a polarização. Pesquisas mostram crescimento gradual de seu nome ao longo de 2025, com rejeição menor que a de Lula e Flávio Bolsonaro, ainda que sofra com desconhecimento nacional. Para Kassab, esse pode ser justamente o trunfo: apresentar um candidato “novo” para um eleitor cansado da briga política.

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