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Ex-ministra da Suprema Corte do Chile é presa por corrupção

Caso inédito envolve acusações de suborno milionário, lavagem de dinheiro e tráfico de influência

27/01/2026 às 13h20 Atualizada em 29/01/2026 às 09h04
Por: Wagner Albuquerque
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Momento da prisão de Ángela Vivanco - Foto: Reprodução
Momento da prisão de Ángela Vivanco - Foto: Reprodução

A ex-ministra da Suprema Corte do Chile Ángela Vivanco foi presa na noite de domingo (25), em sua casa no bairro de Las Condes, em Santiago. Ela é acusada de suborno, lavagem de dinheiro e tráfico de influência e foi levada ao Centro de Justiça da capital, onde será formalmente denunciada pelo Ministério Público. A prisão é considerada um fato sem precedentes na história do Judiciário chileno.

Vivanco é investigada por sua ligação com o advogado Luis Hermosilla, aliado do ex-presidente Sebastián Piñera, no chamado caso “Boneca Bielorrussa”. Ela já havia sido destituída do cargo em outubro do ano passado, após o avanço das investigações. Em novembro, o marido da ex-ministra, Gonzalo Migueles, e os advogados Mario Vargas e Eduardo Lagos também foram formalmente acusados e estão em prisão preventiva em um presídio destinado a crimes de colarinho branco.

Durante a operação policial, as autoridades apreenderam quase 14 milhões de dólares em dinheiro vivo, além de outros 7 mil dólares guardados em cofres e caixas de papelão. A maior parte do valor foi encontrada nos escritórios dos advogados Vargas e Lagos, que representavam empresas envolvidas no esquema investigado.

Segundo os promotores, Ángela Vivanco teria recebido cerca de 57 milhões de dólares em subornos da empresa Belaz Movitec SpA, formada por uma parceria entre uma companhia chilena e outra da Bielorrússia. O dinheiro teria sido repassado por meio de seu marido para influenciar decisões judiciais em um processo contra a estatal chilena Codelco. Após uma decisão inicial desfavorável à empresa, a Suprema Corte, presidida de forma excepcional por Vivanco, acabou revertendo o julgamento, levantando suspeitas que agora colocam a ex-ministra no centro de um dos maiores escândalos judiciais do país.

Graças a Deus no Brasil não temos ministros desse tipo. Será?

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