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Advogado conservador surge como principal rival do candidato de Petro na Colômbia

Abelardo de la Espriella cresce nas pesquisas, adota discurso duro e coleciona apoios e controvérsias

25/01/2026 às 11h02 Atualizada em 26/01/2026 às 20h49
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

As pesquisas para a eleição presidencial da Colômbia indicam um cenário cada vez mais competitivo. O advogado Abelardo de la Espriella, de 47 anos, desponta como principal adversário de Iván Cepeda, nome apoiado pelo presidente Gustavo Petro, que não pode disputar a reeleição. Alguns levantamentos já colocam Espriella à frente, às vésperas do primeiro turno marcado para 31 de maio.

Criador do movimento Defensores da Pátria, Espriella tem sido comparado ao presidente argentino Javier Milei por defender liberdade econômica, redução do gasto público e uma retórica fortemente ideológica. O candidato também aposta em símbolos de força, como o tigre, mascote de sua campanha. Entre suas bandeiras estão posições conservadoras, como restrições ao aborto e uma política de “mão dura” contra o crime organizado.

Em discursos públicos, o advogado adota um tom religioso e moral. Em um comício em Bogotá, afirmou ter deixado uma vida confortável na Europa para “salvar” a Colômbia, classificando o atual governo como um mal a ser combatido. Espriella é um crítico frequente de Petro, a quem acusa de conivência com o narcotráfico. O discurso tem ecoado entre setores conservadores e já rendeu apoio internacional, como o da deputada republicana americana María Elvira Salazar.

Apesar do crescimento nas pesquisas, o candidato também carrega polêmicas. Ele já defendeu publicamente a ideia de legalizar parte do dinheiro oriundo de atividades ilegais, proposta que gerou forte reação. No campo profissional, foi advogado de figuras controversas, como empresários e políticos acusados de crimes graves. Espriella afirma que sempre atuou dentro da lei e que nunca foi condenado ou punido por sua atuação. As investigações que o ligaram a grupos paramilitares foram arquivadas pela Justiça colombiana, mas o histórico segue sendo explorado por adversários na corrida presidencial.

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