
A França registrou em 2025 mais mortes do que nascimentos pela primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Os dados foram divulgados na última terça-feira (13) pelo Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos (Insee). Apesar disso, a população total do país cresceu 0,25% e chegou a 69,1 milhões de habitantes, impulsionada exclusivamente pelo saldo migratório positivo.
Segundo o Insee, a diferença entre entradas e saídas do país foi de 176 mil pessoas no ano passado, enquanto o chamado saldo natural, a diferença entre nascimentos e mortes, ficou negativo em 6 mil. Há dez anos, esse indicador ainda era positivo em cerca de 200 mil pessoas, o que evidencia uma mudança estrutural acelerada no perfil demográfico francês.
O instituto atribui o resultado principalmente à queda contínua da natalidade. Em 2025, nasceram 645 mil crianças no país, uma redução de 2,1% em relação ao ano anterior e o menor número desde o fim da Segunda Guerra, pelo quarto ano consecutivo. A taxa de fertilidade caiu para 1,56 filho por mulher, o nível mais baixo desde o período posterior à Primeira Guerra Mundial.
Do outro lado, o número de mortes subiu para 651 mil em 2025, alta de 1,5% na comparação com 2024, influenciada por uma epidemia de gripe sazonal considerada particularmente intensa no início do ano. Especialistas alertam que, com a aposentadoria das grandes gerações nascidas nos anos 1960, a França deve enfrentar nos próximos anos mais pressão sobre o mercado de trabalho e crescentes dificuldades para manter sua força produtiva.
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