
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo direto aos iranianos nesta terça-feira (13). Em uma publicação nas redes sociais, ele pediu que os protestos continuem e afirmou que a “ajuda está a caminho”, sem explicar que tipo de apoio seria esse. Trump também disse ter cancelado todas as reuniões com autoridades do Irã até que, segundo ele, acabe o “assassinato sem sentido” de manifestantes.
A declaração veio em meio à escalada da repressão no país. Uma organização de direitos informou que o número de mortos nos protestos chegou a 1.850, além de pelo menos 16.784 pessoas presas. Relatos indicam que corpos estão sendo levados para necrotérios improvisados, diante do volume de vítimas após semanas de confrontos.
Pela primeira vez, um representante do governo iraniano admitiu números próximos aos divulgados por entidades independentes. Em declaração à agência Reuters, um funcionário afirmou que cerca de duas mil pessoas morreram desde o início dos protestos. Segundo ele, as mortes teriam sido causadas por confrontos envolvendo manifestantes e forças de segurança.
O mesmo funcionário, que falou sob condição de anonimato, afirmou que parte das vítimas seriam resultado de ações de grupos classificados por ele como “terroristas”. No entanto, não apresentou provas nem detalhou quantos manifestantes ou agentes de segurança morreram. Enquanto isso, a pressão internacional aumenta e os Estados Unidos avaliam quais medidas podem adotar diante da crise no Irã.
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