
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que não pretende ordenar uma missão para capturar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, mesmo diante da guerra na Ucrânia. Questionado por repórteres durante encontro com executivos do setor petrolífero, Trump disse que sempre teve “um ótimo relacionamento” com Putin e que não vê necessidade de uma ação militar direta desse tipo.
Trump reconheceu também sua frustração com a dificuldade em encerrar o conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura quase quatro anos desde a invasão russa em 2022. Ele afirmou acreditar que Putin teme mais o poder dos Estados Unidos do que da liderança europeia e voltou a afirmar sua confiança de que pode “resolver” a guerra, apesar de não detalhar como isso seria alcançado.
Enquanto isso, os Estados Unidos e aliados continuam negociações diplomáticas com a Ucrânia e outros países europeus para formatar um acordo de paz e garantias de segurança em Paris, embora a Rússia ainda resista às propostas ocidentais. Representantes de Washington e Kiev têm tentado superar divergências sobre termos essenciais, incluindo a segurança pós-guerra e a preservação territorial da Ucrânia.
O cenário internacional permanece tenso: líderes europeus discutem compromissos de segurança adicionais com Kiev, mas Moscou rejeitou recentemente opções de forças de paz estrangeiras no solo ucraniano, dificultando ainda mais o avanço de um acordo abrangente. A guerra continua provocando destruição e perdas humanas, com perspectivas de um fim próximo ainda incertas.
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