
Durante audiência de instrução realizada nesta segunda-feira (5/1), em um tribunal federal de Manhattan, Nicolás Maduro negou todas as acusações apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos e se declarou formalmente inocente. Em tom político, afirmou ser um “homem decente” e classificou sua prisão como um “sequestro”, sustentando que continua sendo o presidente legítimo de um Estado soberano.
Maduro não reconheceu nenhum dos crimes imputados. Ao contrário, reforçou a tese de que sua captura violou o direito internacional e que ele teria imunidade diplomática por ocupar, segundo sua defesa, o cargo de chefe de Estado. Seus advogados anteciparam que irão protocolar diversas moções questionando tanto a legalidade da operação militar americana quanto a competência da Justiça dos EUA para julgá-lo.
De forma clara e objetiva:
Nicolás Maduro se declarou inocente
Não admitiu qualquer crime
Não firmou acordo
Não pediu liberdade provisória neste momento
Não. Maduro compareceu acompanhado da esposa, Cilia Flores, que também se declarou “completamente inocente” diante do juiz.
Ambos participaram da audiência com advogados, tradutor oficial e sob custódia federal. Maduro afirmou compreender os procedimentos, disse estar tomando notas e exigiu o direito de mantê-las, pedido que foi registrado em ata.
Cilia Flores responde pelos mesmos eixos centrais da acusação, ainda que com participação distinta. Entre os crimes imputados estão:
Conspiração para o narcotráfico internacional
Auxílio e encobrimento de organização criminosa
Participação logística e política no esquema do Cartel de los Soles
Conivência com lavagem de dinheiro oriundo do tráfico
Segundo o Ministério Público americano, Flores teria atuado como elo político e institucional do esquema, oferecendo proteção e viabilizando conexões do regime com redes criminosas internacionais.
Nenhum dos dois solicitou fiança neste momento
A defesa indicou que o pedido pode ser feito futuramente
O juiz Alvin K. Hellerstein considerou haver base legal para manter ambos sob custódia
Os dois pediram contato com o consulado venezuelano, direito reconhecido pelo tribunal
Cilia Flores alegou dores intensas nas costelas e possível fratura, atribuídas, segundo a defesa, à forma como foi capturada. Já os advogados de Maduro citaram problemas de saúde que exigiriam acompanhamento médico.
Maduro encontra-se detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova York, enquanto aguarda o avanço do processo por narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e conspiração criminosa. A acusação sustenta que ele era o chefe do Cartel de los Soles, organização classificada pelos EUA como grupo terrorista.
A captura do ditador foi confirmada publicamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou a operação como legítima e afirmou que Maduro “responderá por crimes contra o povo venezuelano e contra a comunidade internacional”.
Maduro nega tudo
Não reconhece crimes
Se diz vítima de sequestro
Invoca imunidade
Divide o processo com a esposa
Ambos seguem presos
O caso está apenas no início
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