
A oposição no Congresso iniciou uma nova ofensiva para tentar levar adiante o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e, ao mesmo tempo, instalar uma CPMI para investigar a relação do Banco Master com órgãos públicos. O movimento ganhou força após reportagens apontarem supostas interferências do ministro junto ao Banco Central e a existência de um contrato milionário entre o banco e o escritório de advocacia de sua esposa. Moraes nega qualquer irregularidade.
O líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), afirmou que deputados e senadores estão mobilizados mesmo durante o recesso para ampliar o apoio às duas iniciativas. Segundo ele, o pedido de impeachment já reúne 100 assinaturas de deputados e 14 de senadores, número que, embora não seja obrigatório para protocolar a denúncia, é visto como forma de pressionar o Senado a analisar o caso. Parlamentares como Marcel van Hattem (Novo-RS) classificam as denúncias como graves e defendem que o Senado cumpra seu papel constitucional.
Além do impeachment, a oposição tenta viabilizar a CPMI do Banco Master, que precisa de 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado. De acordo com o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), o requerimento já está próximo desse número. A intenção é investigar possíveis favorecimentos e ouvir, entre outros nomes, a esposa de Moraes sobre o contrato firmado com o banco. Para os oposicionistas, uma comissão mista daria mais transparência ao caso, assim como ocorreu na CPMI do INSS.
Na nova denúncia apresentada, parlamentares afirmam que as informações divulgadas pela imprensa configuram conflito de interesses e possível favorecimento econômico ligado ao núcleo familiar do ministro. O documento sustenta que Moraes teria violado a Lei 1.079/1950, que trata dos crimes de responsabilidade. A oposição pede que o Senado receba a denúncia, afaste o ministro do cargo e o torne inelegível para funções públicas por oito anos, alegando que a confiança na imparcialidade do STF precisa ser preservada.
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