
O ato de escrever é algo genuinamente nobre. E nobreza aqui entendida não apenas no sentido de classes, mas especificamente no entendimento de que, para escrever — e escrever com excelência —, toda uma ambientação precisa ser “arquitetada e construída”. Escrever é diferente da “vida moderna e contemporânea”. Como assim? Não é algo para o automatismo. Muitos, atualmente, vivem apenas “no automático”, do acordar ao dormir.
O ato de escrever depende muito do dia, das horas, do estado emocional e psíquico e, principalmente, da disponibilidade em fazer da escritura um hábito contínuo. E tem mais: todo bom texto é fruto de excelentes leituras, sejam de livros digitais ou impressos. A Sagrada Escritura não traz a máxima de que a boca fala do que o coração sente? Pois todo excelente escritor “transborda simplesmente” o que absorveu a partir da leitura de livros ou de realidades cotidianas. Cultive o hábito da boa leitura e escreverás bem!
Escrever por escrever? Chega a ser “pecado”. Um bom leitor geralmente é um excelente escritor? Não necessariamente. Há também a questão dos dons divinos recebidos do bom Deus. Agostinho de Hipona ressaltou que apenas algumas mentes recebem “dons voltados à intelectualidade”. E onde fica a generalização de que todos podem quando querem algo ou alguma coisa? “Cada cabeça, uma sentença”: eis uma máxima pouco abordada nos dias atuais.
Viver e conviver com o pensamento humano não é fácil. Alguns chegam a dizer que é extremamente difícil, a ponto de muitos preferirem viver no silêncio de suas bibliotecas ou em espaços criados somente para manterem-se longe do contato demasiadamente humano. Portanto, depois dos séculos XIX e XX, seria tolice tentar ou querer “unificar vozes e pensamentos”. Isso, afinal, não foi — e continua sendo — o erro dos “ditadores e dirigentes de regimes totalitários”? Se há algo “escondido e sendo simplesmente empurrado goela abaixo”, a verdade é teimosa e, com certeza, virá à tona!
Escrever por escrever? É o que anda acontecendo na maioria das redações da velha imprensa? E, com a chegada das redes sociais e seus imensos mecanismos de instantaneidade, tudo isso se acentuou? O que deveria ser regra passou a ser exceção e motivo de elogios públicos? Certo mesmo é que os jornalistas de O Globo estão se destacando por publicarem o que ninguém se arrisca a publicar?
O site da Veja, em pleno início do dia, amanhece com a seguinte manchete: “Desaprovação do governo Lula segue acima da aprovação, aponta pesquisa.” E diz mais: levantamento do Instituto Paraná Pesquisas indica que 50,9% (cinquenta vírgula nove por cento) dos eleitores veem a gestão petista como negativa, o que acende um alerta no Planalto, de olho na corrida eleitoral de 2026.
Saiba mais em: https://veja.abril.com.br/brasil/pesquisa-maioria-dos-brasileiros-desaprova-o-trabalho-de-lula/
Muita gente anda escrevendo apenas por escrever? O trabalho da boa imprensa é apresentar fatos e acontecimentos e, nos dias atuais, também fazer análises. E não vai adiantar continuar tentando tapar o sol com peneiras. Vida que segue, e “sem julgamentos prévios”. A realidade é dura e muitas verdades vindo à tona?
Frases relevantes:
“A leitura traz ao homem plenitude; o discurso, segurança; e a escrita, precisão.” – Francis Bacon
“Uma verdade claramente compreendida não pode ser escrita com sinceridade.” – Marcel Proust
“Uma palavra escrita é semelhante a uma pérola.” – Johann Goethe
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