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Política INCLUSÃO SOCIAL

Parcerias que transformaram Teresina: o legado social esquecido das gestões tucanas

Encontro entre Jorge Lopes e Mons. Toni Batista reacende o debate sobre cooperação entre poder público e entidades sociais que gerou resultados concretos nas comunidades carentes da capital

19/12/2025 às 10h58
Por: Douglas Ferreira
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Mons. Tony Batista e Jorge Lopes - Foto: Reprodução
Mons. Tony Batista e Jorge Lopes - Foto: Reprodução

O encontro entre o novo presidente do Partido da Social Democracia do Brasil, Jorge Lopes, e o presidente da Fundação Dom Avelar Brandão Vilela, Monsenhor Toni Batista, não foi apenas um gesto protocolar em meio a uma solenidade oficial. À margem da entrega da Medalha da Ordem Piauiense do Mérito Judiciário, o diálogo entre os dois resgatou uma memória incômoda para muitos e reveladora para quem insiste em ignorar o papel das parcerias sociais na gestão pública.

O ambiente era solene, mas a conversa foi política no sentido mais substantivo da palavra. Ao definirem uma agenda para visita à Fundação, Jorge Lopes sinalizou que o PSDB pretende "revisitar experiências concretas de atuação social, não como peça de marketing, mas como política pública ancorada em resultados". Em tempos de discursos fáceis e promessas vazias, esse gesto carrega um simbolismo que vai além da fotografia oficial.

Durante as gestões tucanas em Teresina, a Prefeitura de Teresina apostou em parcerias estratégicas com entidades da sociedade civil organizada, especialmente aquelas ligadas à Igreja Católica. Não se tratava de terceirização irresponsável do social, mas de cooperação com quem já estava presente nas comunidades, conhecia as carências reais e tinha credibilidade junto à população mais vulnerável.

Nesse contexto, a Ação Social Arquidiocesana - ASA, despontou como um dos exemplos mais consistentes. Sob a coordenação de Mons. Toni Batista, a ASA atuou em áreas sensíveis como assistência social, formação cidadã, apoio a famílias em situação de extrema pobreza e promoção da dignidade humana. O poder público entrou com estrutura e recursos; a entidade, com capilaridade social e eficiência na execução.

Os ganhos sociais dessas parcerias foram visíveis e mensuráveis. Projetos que chegaram a bairros esquecidos pelo Estado, atendimento direto a populações carentes e ações continuadas, e não apenas emergenciais, marcaram aquele período. Diferentemente do assistencialismo episódico, houve construção de políticas com impacto duradouro, algo cada vez mais raro no debate público atual.

Além da ASA, outras entidades ligadas à Arquidiocese de Teresina também foram parceiras em iniciativas nas áreas cultural e de cidadania. Essas experiências mostraram que o Estado não perde força quando coopera, ao contrário, amplia sua capacidade de alcançar quem mais precisa. É uma lição simples, mas frequentemente sabotada por preconceitos ideológicos ou por disputas de poder.

Ao destacar esse passado recente, Jorge Lopes não faz apenas um elogio retrospectivo. Ele provoca o presente. Em um cenário em que a pauta social muitas vezes é capturada por narrativas vazias ou instrumentalizada eleitoralmente, relembrar ações concretas é um gesto político que cobra coerência das atuais gestões.

O diálogo com Mons. Toni Batista também reforça outro ponto sensível: políticas sociais eficazes exigem interlocução com quem atua na ponta. Ignorar instituições que historicamente prestam serviços relevantes à população carente é, no mínimo, desperdício de inteligência pública. No máximo, é escolha deliberada pelo fracasso.

Ao final, o encontro lança uma pergunta incômoda ao debate local: por que experiências que deram certo foram abandonadas ou apagadas da memória institucional de Teresina? Resgatar essas parcerias não é nostalgia administrativa, é reconhecer que o social se faz com menos retórica e mais ação. E nisso, goste-se ou não, as gestões psdebistas deixaram um legado que insiste em sobreviver aos silêncios do presente.

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