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Petista substituta de ministro assediador é ré por superfaturar R$ 6,5 milhões de fardamento escolar

acaé Evaristo, deputada estadual pelo PT em Minas Gerais, carrega em sua bagagem mais do que um currículo acadêmico. Ela é ré em pelo menos 13 ações de improbidade administrativa

10/09/2024 às 09h32 Atualizada em 11/09/2024 às 08h21
Por: Douglas Ferreira Fonte: Com informações DP
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Deputada indicada por Lula para Direitos Humanos é ré na Justiça em 13 processos - Foto: Reprodução
Deputada indicada por Lula para Direitos Humanos é ré na Justiça em 13 processos - Foto: Reprodução

O governo Lula tem se mostrado cada vez mais vulnerável a escândalos envolvendo seus ministros e assessores, muitos dos quais respondem a processos judiciais, com acusações que variam desde superfaturamento até malversação de recursos públicos. A recente indicação de Macaé Evaristo para o Ministério dos Direitos Humanos, em substituição a Silvio Almeida, afastado após um escândalo sexual, é um novo capítulo alarmante nessa sequência de nomeações que ignoram a probidade administrativa.

Macaé Evaristo, deputada estadual pelo PT em Minas Gerais, carrega em sua bagagem mais do que um currículo acadêmico. Ela é ré em pelo menos 13 ações de improbidade administrativa, incluindo um processo por superfaturamento de R$ 6,5 milhões em uniformes escolares, ocorrido durante sua gestão como secretária estadual de Educação no governo de Fernando Pimentel. Além disso, Macaé assinou um acordo de R$ 10,4 mil com o Ministério Público de Minas Gerais para encerrar várias dessas ações. A pergunta que fica é: Lula sabia desses detalhes? E se sabia, por que ignorou?

A gestão Lula 3 parece estar mais focada em atender critérios identitários do que em escolher líderes que sigam os princípios fundamentais da administração pública: competência, eficiência e, acima de tudo, integridade. O caso de Macaé Evaristo escancara essa falha. Ao priorizar a aparência e a política de identidade, o presidente Lula negligencia a necessidade de checagem rigorosa dos antecedentes dos indicados. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin), que deveria garantir que as nomeações estivessem livres de surpresas, foi deixada de lado neste processo.

Essa sucessão de erros levanta dúvidas cruciais: como uma nomeação tão questionável passou pelo crivo do governo? A nomeação de Macaé será mantida, mesmo com sua ficha suja? Lula, que já foi amplamente criticado por escolhas semelhantes em seu governo anterior, parece não ter aprendido com os erros do passado. O preço dessas decisões negligentes não se limita apenas à imagem de seu governo, mas também à credibilidade das instituições públicas, já tão desgastadas.

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