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Política ELEIÇÕES 2026

Para Ciro, Flávio é o herdeiro político de Bolsonaro, mas não nome automático

Líder do PP defende decisão baseada em viabilidade, pesquisas e apoio do Centrão

08/12/2025 às 16h46 Atualizada em 10/12/2025 às 07h54
Por: Wagner Albuquerque
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Foto: Reprodução
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O presidente nacional do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira, afirmou que os principais líderes do Centrão devem se reunir com o senador Flávio Bolsonaro (PL) para discutir sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026. Flávio lançou o nome na última sexta-feira (5), com aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e passou a integrar oficialmente a disputa interna no campo da direita.

Durante visita ao diretório estadual do PP no Paraná, Ciro disse considerar Flávio o principal herdeiro político de Bolsonaro e reconheceu a relação pessoal de amizade entre os dois. No entanto, foi direto ao afirmar que decisões eleitorais não podem ser tomadas com base em vínculos pessoais. Segundo ele, a escolha precisa levar em conta pesquisas, viabilidade eleitoral e consenso entre os partidos aliados, e não pode ser uma definição isolada do PL.

Ciro confirmou que se reunirá com Flávio Bolsonaro ainda nesta segunda-feira (8), ao lado do presidente do União Brasil, Antonio Rueda. O encontro ocorre em meio às articulações para a federação União Progressista, que pode se tornar a maior do país, e deve influenciar diretamente o desenho das alianças para 2026, tanto no plano nacional quanto nos estados. O senador defendeu a união do centro e da direita como condição indispensável para derrotar Lula.

O dirigente do PP também afirmou que outros caciques partidários serão consultados, como Gilberto Kassab (PSD), Marcos Pereira (Republicanos), Renato Abreu (Podemos) e Paulinho da Força (Solidariedade). Ciro voltou a citar os governadores Tarcísio de Freitas (SP) e Ratinho Junior (PR) como nomes com potencial de unificação. Por fim, destacou que mantém uma relação tensa com Eduardo Bolsonaro, a quem já atribuiu prejuízos ao projeto político da direita, reforçando que, para ele, o foco deve ser o país, não interesses pessoais.

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