
O que é o ato de descortinar? Mostrar, clarificar, tornar algo evidente. Eis o que deveria ser o propósito de todo ato de noticiar. Produzir conteúdo é algo muito sério. Mas, será que o jornalismo opinativo é, de fato, jornalismo? De onde tiraram essa "nova ideologia"? O ato relevante de construir um texto requer o livre pensar e, consequentemente, tempo e condições ideais para isso; não é simplesmente ter uma ideia ou ideal a ser “ventilado”. É muito mais do que isso.
O Brasil precisa, cada vez mais, ser “descortinado politicamente”. Analise as manchetes dos “principais meios de comunicação social” do país neste exato momento. Algo de fato relevante? Percebeu e “sentiu” o simples propósito de exaltar algo ou alguém? Há dias em que dá dó abrir os jornais e dar apenas uma olhada superficial. Existe um provérbio que enfatiza que, quando alguém se dispuser a fazer algo, deve fazer o melhor. O concentrar-se na responsabilidade assumida é algo árduo, mas, com o passar do tempo, perceber-se-á que isso é diferente e praticamente o oposto de tudo e de todos.
A velha mídia, em alguns dias, parece que um liga para o outro e diz: “Hoje iremos reproduzir esta manchete; será que a do seu veículo de comunicação poderia ser igual?”
Descortinando ideias? E também ideais?
O que é, afinal, uma ideia? Uma ideia é um conceito, pensamento ou representação mental abstrata que surge na mente, sendo o ponto de partida para criar algo novo, um plano, uma solução ou uma percepção. Pode ser uma noção, lembrança ou mesmo uma intenção, ainda sem materialização concreta. Ela pode vir da experiência (empirismo) ou ser inata, variando de uma simples imagem mental a um sistema complexo de pensamento, como nas filosofias de Platão ou Kant.
Isso é algo tão forte e impregnado de contexto ideológico sistemático estruturante que há quem diga que Deus é apenas uma ideia criada pela mente humana. Ave Maria! Valei-nos Nossa Senhora da Imaculada Conceição. E assim anda o mundo e suas “contaminações”. Nos dias atuais, existe, praticamente, “uma doença da alma no mundo político”? Muitos estão tentando explicar a razão pela qual a República Federativa do Brasil nunca despontou social, econômica e industrialmente. Seria por isso?
Descortinando ideias?
Neste sentido, não há nada de bom e eloquente? Claro que há. O real desejo de que surja algo fora do eixo Lula-Bolsonaro. O que o segundo organizou, parece que o primeiro tenta destruir a todo custo. Isso já acontece há mais de três anos. Não se fala em outra coisa neste país, a não ser querelas e “sequelas” políticas, e fica esse puxa e encolhe que não acaba nunca. Mas não há ninguém capaz de desbancar esses dois sistemas? Pode até ser que haja, mas não com a envergadura dos dois citados anteriormente. O que a sociedade não pode deixar de reconhecer é essa teimosia, tanto de um lado quanto de outro. E como descortinar o indescortinável?
Implantar, de uma vez por todas, a teoria econômica atribuída ao calvinismo.
E o que seria isso, mas que “no fundo, verdadeiramente”, não é? A teoria econômica do calvinismo está intrinsecamente ligada à tese do sociólogo alemão Max Weber em sua obra clássica A Ética Protestante e o "Espírito" do Capitalismo. Weber argumentou que certos valores do calvinismo criaram as condições culturais e morais que favoreceram o desenvolvimento do capitalismo moderno no Ocidente. Acatadas ou não pelos excelentes protestantes, o certo é que todo país que de fato implantou essa teoria conseguiu êxitos sociais e econômicos relevantes. Chega de mais do mesmo. Que a República Federativa do Brasil seja capaz de erguer algo novo e de fato relevante para potencializar-se de FATO!
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