
É o que vem acontecendo nos últimos dias no que diz respeito às articulações políticas. Três episódios marcaram a semana, e todos eles apresentaram força, mas com demonstrações de fraqueza absoluta diante de fatos e acontecimentos. O primeiro deles adveio do decano de uma corte, que demonstrou “em gestos uma iminente derrota”. O assunto já está esfriando, mas vale a pena enfatizar que o Congresso "tirará proveito" dessa fraqueza demonstrada publicamente. Ao admitir, através de gestos, uma iminente derrota de seus aliados, acendeu-se o sinal de alerta, e silenciosamente todos “conversam em off” sobre o que já imaginavam: “estão temerosos e quase certos de uma derrota” por parte de quem atualmente comanda o Executivo brasileiro.
A política é uma arte, e, nesta arte, não há “algo mais engenhoso e hábil” do que o provérbio conhecido, atribuído aos Jesuítas. Qual o provérbio? Todo intelectual jamais deve revelar seus pensamentos. A sabedoria não consiste em, de forma estratégica e “nos submundos do poder”, construir o que se pensa?
Força revelando fraquezas?
A escolha de Flávio Bolsonaro por parte de Jair Bolsonaro também pode ser uma demonstração de força baseada em fraquezas. O medo de que não haja alguém do clã no poder de fato. Qual é o problema em declarar apoio a alguém fora do clã? Os membros poderiam continuar ocupando espaços de poder no judiciário e no legislativo, naturalmente. Flávio Bolsonaro necessariamente tem que compor a chapa de oposição? Essa franqueza, que analistas pedem que se reserve em afirmar, e que no fundo representa um cunho de moralidade, é um grande erro. Até o momento, Jair Messias Bolsonaro tem se mostrado muito mais hábil em construir líderes e detém muito mais opções. Inclusive, neste quesito, a oposição é muito mais altruísta, pois, como diz o renomado jornalista Augusto Nunes: “a oposição não possui uma seita de um líder só”.
A etimologia da palavra "Santidade"
O que significa santidade? Santidade é ser separado para Deus, um processo contínuo de transformação moral e espiritual, que envolve afastar-se do pecado e viver em união com Deus; refletindo Seu caráter através do amor, da obediência à Sua Palavra e de uma busca constante por ser melhor a cada dia — não como perfeição, mas como uma resposta ao amor divino. Isso quer dizer que o contexto político agora se equiparou, de vez, ao da religiosidade?
Força revelando fraquezas?
A estridente gritaria por parte do Centrão, querendo qualquer pré-candidato que não esteja na órbita de Lula ou Bolsonaro, pode ser o único dos três episódios que realmente revela o provérbio jesuítico? Publicamente, o Centrão, através de seus líderes, jamais afirma de forma conjunta que aceita qualquer pré-candidato, desde que não esteja atrelado a Lula ou Bolsonaro. E qual a razão disso? Fontes fidedignas informam, em off, que o Centrão dispõe de “pesquisas” que afirmam que os brasileiros estão cansados dessa polarização que só gera divergências e entristece o país. O contexto da possível vitória eleitoral em 2026 está fora do eixo Lula-Bolsonaro (o Centrão já sabe disso). A questão é a construção da unidade em torno de um único nome: Zema, Tarcísio de Freitas, Caiado ou Ratinho Júnior.
Dos três acontecimentos, somente esse pode ser verdadeiramente descrito como "travestido do provérbio jesuítico" — jamais revelar o verdadeiro pensamento! Em suma, o que é o poder? Poder é a capacidade de influenciar, controlar ou determinar o comportamento, as ações ou as decisões de outros indivíduos ou grupos, seja pela autoridade, força, conhecimento, carisma ou recursos. Ele permeia todas as relações sociais e pode ser exercido de forma positiva ou negativa. É um conceito central nas ciências sociais, analisado por pensadores como Weber e Foucault, que o veem tanto como uma estrutura formal (Estado) quanto como uma rede sutil de micro-relações em todos os ambientes (família, escola, igrejas, trabalho).
Não é à toa que quem tem o Centrão tem a vitória certa, desde que o Brasil é Brasil. Este grupo de senadores e deputados é frequentemente ojerizado e esculachado publicamente, sendo pejorativamente chamado de "todos os nomes", mas, na hábil arte da estratégia política “perfeita”, não há algo igual aos líderes do Centrão. E o que é melhor: eles trabalham sem revelar seus pensamentos. Pensamentos são atribuídos a eles, mas nunca revelados. E o que de fato já sabem!
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